Ações trabalhistas de Santa Fé do Sul não sofreram impactos após a nova lei

Publicado em 13/04/2019 00:04

Por Lilian Castilho

A reportagem de O Jornal entrevistou o advogado, especialista na área trabalhista, Gabriel Oliveira da Silva, para falar sobre os perfis de ações trabalhistas movidas em Santa Fé do Sul, e entender um pouco mais sobre o processo de direitos dos funcionários e empregadores.
Gabriel, que atua no escritório Guerra e Oliveira Advogados Associados, disse que nos cinco escritórios que possuem, somando todas as causas, por mês, dá uma média de 30 ações, sendo 15 ações trabalhistas para ingressar.
De acordo com o advogado, as ações são de discussão de emprego sem registro, ausência de acerto no momento da demissão, horas extras, acidentes de trabalho, doenças, entre outras, mas que todas têm objetivos bem semelhantes e que a maioria requer esses direitos mencionados.
“Via de regra, elas são semelhantes, e destacamos as doenças adquiridas no trabalho, normalmente seguindo o padrão de pedidos”, pontuou Gabriel.
O profissional explicou ainda que os processos são julgados pela Vara do Trabalho em Jales. De acordo com ele, todos os processos movidos na Comarca são trabalhados em Jales.
Questionado sobre alterações dos processos trabalhistas após a nova lei, se o número aumentou ou diminuiu, o advogado disse que, para ele, continuou a mesma situação. “O número de ações em si não mudou. Algumas ações tiveram que ser refeitas, para se enquadrarem na realidade atual, mas os perfis delas são praticamente os mesmos. Nós não detectamos alterações nas características dessas ações devido à nova lei”, explicou Gabriel.
Ainda segundo o advogado, outro ponto a ser observado é que hoje acabou o estigma de quem entra com ação trabalhista não conseguirá trabalho no futuro. “Se o trabalhador está agindo de maneira correta, requerendo apenas seus direitos, os empregadores têm que compreender e estão compreendendo”.
Para finalizar, Gabriel acredita ser importante que todo trabalhador que tem o seu direito violado, que procure um advogado de confiança para reivindicar o seu direito. “A gente vê muito, na prática, as pessoas deixando de receber alguns benefícios de direito e é somente procurando o poder judiciário para conseguir receber”, concluiu.

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