Ainda falta gás de cozinha em Santa Fé e região

Publicado em 14/06/2018 00:06

Por Bárbara Scholl

A greve dos caminhoneiros, que ocorreu entre os dias 21 de maio a 1° de junho, fez com que a maioria das cidades do Brasil ficasse sem alimentos, água, botijão de gás, dentre outras coisas, mas principalmente a falta de combustível. Após a greve, nem tudo conseguiu voltou ao normal e isso vem se refletindo no dia a dia das cidades brasileiras, como, por exemplo, em Santa Fé do Sul, que ainda não dispõe do botijão de gás para atender a todos que precisam.
Em entrevista a O Jornal, a proprietária da Butano Gás, Josiane Rocha, relatou que desde o dia 25 de maio, ainda durante a greve, seu estabelecimento não está conseguindo abastecer normalmente seus clientes.
Mesmo com o fim da greve, segundo ela, as pessoas não estão entendendo que mesmo com o fim da greve dos caminhoneiros, a normalização da entrega está demorando, o que acarreta a falta da produção.
“Está demorando mais que o esperado, e não sei ainda quando tudo irá se normalizar. Eu pensei que em 15 dias tudo iria estar normalizado, mas infelizmente não está”, declarou a proprietária Josi.
Segundo ela, o seu fornecedor é da cidade de Auriflama e ele pega os botijões de gás de uma distribuidora que fica em Araçatuba. Seu fornecedor comentou que a distribuidora está racionando e não está deixando os caminhões saírem com a quantidade desejada de botijão de gás.
De acordo com Josi, desde o fim da greve o seu fornecedor conseguiu lhe abastecer apenas três vezes e somente com 40 unidades de botijão de gás. Dessa forma ela está fazendo um agendamento em uma lista de espera com seus clientes que ligam pedindo botijão de gás, e já tem cerca de 40 pessoas no momento em sua lista. Até o momento, ainda segundo Josi, o preço do gás não subiu.
“Como não estamos tendo gás de imediato, a melhor forma foi fazermos uma lista de espera, e quando o gás chegar ligaremos para a pessoa avisando que chegou o botijão de gás e, assim, o entregamos para ela”, salientou Josi.
Josi relatou que as pessoas da região também estão vindo procurar botijão gás em Santa Fé, pois não estão conseguindo achar em suas cidades.
Conforme Josi, um de seus clientes chegou a ficar cerca de uma semana sem gás, e estava utilizando a churrasqueira para fazer comida. E apenas nesta semana ela conseguiu entregar o botijão de gás para ele.
Já a moradora Aparecida Tomaz de Souza, de 75 anos, vem há 15 dias tentando comprar um botijão de gás e somente na terça-feira, dia 5, conseguiu comprá-lo.
Segundo Aparecida, ela é cliente há mais de 20 anos de uma empresa, que alegou não conseguir servi-la de imediato, pois não estava conseguindo comprar. A quantidade que chegou de botijão de gás para o proprietário foi de 60, mas já acabou de imediato, não dando tempo de servir Aparecida.
Ela comentou ainda que ligou para o proprietário da empresa dizendo que se ele não vendesse um botijão de gás para ela, ela iria trocar de empresa, pois ficou sabendo que na cidade havia botijão de gás em algumas empresas. O proprietário da empresa comentou com ela que na terça-feira, dia 5, iria chegar o caminhão com 60 botijões de gás, e com isso iria levar um botijão para ela.
De acordo com Aparecida, o proprietário comentou que havia uma lista de espera com mais de 200 pessoas, e estava vendendo apenas uma unidade de botijão de gás por pessoa, pois ele tinha que servir outras pessoas também.
Durante o tempo em que Aparecida ficou sem o botijão de gás, ela relatou que teve que utilizar o micro ondas para fazer a comida, e também chegou utilizar o gás do vizinho para fazer o arroz.
De acordo com a proprietária Josiane Rocha, até o momento não se sabe quando tudo irá se normalizar, mas ela espera que seja o mais breve possível.

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