Atendimento do comércio local é foco de reclamação de consumidores

Publicado em 9/03/2019 00:03

Por Lilian Castilho

Não é de hoje que alguns bares, restaurantes, lojas de roupas e supermercados são alvos de reclamação de consumidores por parte do atendimento recebido de colaboradores destes estabelecimentos. Seja por falta de cumprimentos cordiais ou pela falta de empatia e simpatia dos atendentes.
Consumidores de todas as esferas reclamam da falta de preparo dos funcionários ao atendimento ao público. Vale lembrar que os próprios consumidores não generalizam, pois reconhecem que, em parte, há atendentes profissionais, que atuam com dedicação e respeito aos seus públicos.
Maria de Lourdes Assunção, moradora de Santa Fé do Sul, disse já ter se sentido mal pelo atendimento recebido em uma loja de roupas na cidade. “Aparentemente há uma distinção pela nossa aparência, também. Certa vez fui do trabalho direto para a loja. Eu deveria estar com cara de cansada e cabelos não tão arrumados. Nossa, nem me deram atenção, mal quiseram falar comigo. Num sábado, já mais disposta, fui melhor recebida, naquela mesma loja, o que me deixou constrangida por pensar em como fui recepcionada na vez anterior. Ou seja, se fizeram isso comigo, imagino com outras pessoas que têm o poder aquisitivo menor do que o meu”, argumentou a moradora.
Maria de Lourdes não é a única que já se sentiu preterida pelo atendimento na cidade. João Carlos Junior também disse que já foi muito mal recebido em restaurantes. “Acredito que as pessoas que querem trabalhar com comércio devam preparar melhor os seus colaboradores para que eles façam com que os clientes se sintam bem e com vontade de voltar e gastar mais. Hoje em dia é tudo ao contrário, a gente só sai querendo não voltar mais”, disse Junior.
Procurado pela reportagem de O Jornal, o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Santa Fé do Sul, Felipe Correia, disse que essa visão negativa para algumas casas comerciais da cidade é o reflexo da falta de treinamento.
“As empresas que não investem em treinamentos estão fadadas a ter essa percepção da falta de profissionalismo, falta de atendimento de qualidade, frustrando as expectativas do consumidor. Em contrapartida, as empresas que se destacam são aquelas que investem em treinamentos”, disse Correia.
Preparação
De acordo com o presidente, existem os cursos preparatórios com empresários e também para seus colaboradores. Treinamentos da própria ACE, com o intuito de melhorar o atendimento, desenvolvimentos das empresas foram, com certeza, uma das grandes propostas da presidência de Felipe ao assumir a presidência.
“Importantíssimo que os empresários façam treinamentos aos colaboradores, pois estamos em um mundo tão dinâmico que temos que estar cada vez mais preparados, aperfeiçoados a tudo o que o mercado oferece à demanda em si. O mercado competitivo nos exige essa preparação”, argumentou Felipe.
De acordo com o presidente, não são 100% comerciantes que participam, em torno de 40 a 50 % dos associados participam e alguns desses associados oferecem aos seus colaboradores e isso só engrandece o evento, só ajuda a fidelidade dele, que é transformar positivamente a empresa deles.
“Todo comerciante, mesmo que seja pequeno, microempreendedor individual, até as grandes empresas, todos têm condições de preparar seus colaboradores e se preparar, pois é muito importante. Temos o Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas – que oferece uma infinidade de cursos e treinamentos para o empresário e seus colaboradores. São cursos a título gratuito que ajudam no desenvolvimento”.

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