Comerciantes falam como estão as vendas após a flexibilização

Publicado em 9/05/2020 00:05

Por Bárbara Scholl

Após o prefeito de Santa Fé do Sul, Ademir Maschio, editar o decreto no dia 24 de abril, que determina o uso obrigatório de máscaras quando as pessoas circularem pelos prédios públicos, estabelecimentos comerciais, indústrias e serviço no âmbito do município, fez com que os comerciantes do município pudessem trabalhar com mais segurança.
Além disso, para dar mais proteção para os comerciantes, o decreto determina que eles devem impedir a entrada e permanência nos estabelecimentos de pessoas que não estiverem usando máscaras ou cobertura sobre o nariz e a boca. Os proprietários precisam disponibilizar máscaras descartáveis e álcool gel a seus clientes para que eles possam ser atendidos, até porque o decreto determina a obrigatoriedade do fornecimento e da exigência de uso de máscara por parte dos colaboradores.
Para sabermos se as vendas do comércio melhoraram após este decreto, a reportagem de O Jornal, entrevistou o sócio gerente da Relojoaria Pérola, Marco Antonio Celes e a proprietária da Loja Gigantão do Brás, Daiane Boscolo.
Segundo Marco, mesmo com a abertura do comércio, após o decreto, com meia porta fechada, as vendas não supriram as necessidades que ele esperava. “As vendas caíram bastante, e está bem abaixo do que esperávamos. Então, mesmo os comerciantes abrindo os seus estabelecimentos e respeitando todas as medidas do decreto, as vendas não atingiram os nossos objetivos”, salientou.
O sócio disse ainda que é melhor deixar o comércio do modo como está do que do jeito que estava antes, que era com as portas totalmente fechadas. “Mas continuarmos trabalhando deste modo. Acredito que muitas empresas não vão aguentar, pois as vendas estão abaixo das expectativas”, afirmou.
Marco salientou que além das suas colaboradoras estarem usando máscaras e disponibilizando álcool gel como determina o decreto, poucas pessoas entram de cada vez, isso para evitar aglomeração. “Os consumidores estão entrando um de cada vez na loja, ou no máximo dois de cada vez, e as minhas colaboradoras estão sempre passando álcool no chão e nos balcões, isso para deixar tudo higienizado para os clientes”, destacou.
Ele disse ainda que após um cliente colocar um par de óculos no rosto para experimentá-lo, ele é colocado em uma bandeja para que possa ser higienizado novamente e, assim, voltar à vitrine.
Para as vendas do Dia das Mães, Marco disse que espera que sejam boas.
Já Daiane Boscolo enfatizou que, após o decreto, o movimentou melhorou e as vendas cresceram cerca de 30%. “Após este decreto, eu esperava mesmo esta melhora”, salientou.
Ela disse que todas as suas colaboradoras estão usando máscaras, passando álcool gel nas mãos e o disponibilizando para os clientes. Além disso, estão mantendo distância umas das outras, lavando sempre as mãos, evitando que ocorra aglomeração dentro do local e higienizando todo o estabelecimento. “A loja vende artigos de vestuários e acessórios e os que dependem de prova, como óculos, por exemplo, são higienizados antes e após a prova com o álcool 70%”, destacou.
Para as vendas do Dia das Mães, Daiane ressaltou que “apesar do momento que estamos passando não ser muito bom, estou otimista com as vendas, e espero que possamos vender bem”, finalizou.
Fechamento de emrpesas
De acordo com a Assessoria de Impresna da Prefeitura de Santa Fé do Sul, do dia 1º de março a 5 de maio, deste ano, foram abertas 46 empresas e 27 fecharam.

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