Consumidores reclamam da falta de preços nas mercadorias do comércio de Santa Fé

Publicado em 11/05/2019 00:05

Por Bárbara Scholl

Andando pelas ruas do comércio da Estância Turística de Santa Fé do Sul, podemos identificar que há muitas lojas que não colocam preços visíveis em suas mercadorias. Já as mercadorias que são expostas nas vitrines, muitos comerciantes deixam sem preço.
Mesmo os comerciantes sabendo que existe uma lei que obriga que eles coloquem os preços nas vitrines de forma clara e ostensiva, um número expressivo de comerciantes não faz isso.
Essa falta de clareza nas exposições dos preços nas mercadorias vem causando um desconforto e reclamação por alguns consumidores do município.
Em entrevista O Jornal, o morador de Santa Fé Giovani Cardoso da Silva, de 30 anos, contou que olhar as mercadorias de algumas vitrines do comércio do município sem preço o incomoda demais.
Conforme ele, uma coisa é verdade, o consumidor sempre busca produtos de acordo a sua necessidade material e emocional, sendo que não será o preço exposto que o fará entrar ou não na loja.
“Sei que algumas lojas não colocam preços em suas mercadorias nas vitrines por questões de estratégia, para deixar o cliente curioso e atraí-lo para a loja, mas isso incomoda demais”, enfatizou.
Giovani afirmou que espera que os comerciantes comecem a seguir a lei. “Já que a lei existe e exige que o lojista o siga, pois isso é desagradável ter que ficar perguntando o preço das mercadorias, isso deveria ser uma prática comum”.
Já a estudante Noemi Correa relatou que à noite as vezes passa pelo comércio do município e dá uma olha em vitrines para ver as mercadorias e também já para saber o valor, pois no outro dia, assim que um tem tempo, volta ao local para comprar. “É ruim você ver as mercadorias da vitrine sem o preço. Isso faz com que eu perca a vontade de voltar outro dia para comprar o que eu gostei. Não custa nada os comerciantes deixarem o preço a vista para os consumidores”, destacou.
Ela falou ainda que “o que adianta deixar a vitrine toda arrumada, com roupas da moda, mas tudo sem o preço? Para mim os comerciantes têm que começar a pensar mais nos consumidores”, desabafou.
O Jornal entrou em contato com a assessoria do Procon de São Paulo para saber como funciona o Código de Proteção Defesa do Consumidor e a Lei Federal 10.962/2004.
Conforme a assessoria, a afixação dos preços no varejo, para o consumidor, poderá ser feita por meio de etiqueta ou similar diretamente nos bens, mediante a impressão ou afixação na embalagem, por meio de código referencial, ou ainda, com o uso de código de barras.
“Os preços deverão estar escritos de forma clara, de modo a ser facilmente visualizada pelo consumidor”, afirmou.
De acordo com ela, caso o comerciante opte pelo uso do código de barras para a identificação do preço, será necessária a instalação de equipamentos de leitura ótica para a consulta do consumidor. Estes equipamentos devem estar localizados na área de venda ou em outros locais de fácil acesso.
Já sobre o valor da multa, o Procon afirma que o Código de Defesa do Consumidor estabelece que será aplicada mediante procedimento administrativo e, de acordo com a lei, é fixada entre um mínimo de R$ 650,00 e o máximo de R$ 9 milhões, variando de acordo com a gravidade da infração, a vantagem auferida e a condição econômica do fornecedor. “Sobre denúncias, os consumidores que se depararem com alguma irregularidade na informação de preços, devem fazer uma denúncia ao Procon pelo canal de atendimento www.procon.sp.gov.br/categoria.asp?id=42”, finalizou.

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