Descarte de lixo doméstico e hospitalar aumentou nesta quarentena

Publicado em 27/06/2020 00:06

Por Bárbara Scholl

Durante este período de quarentena imposto por autoridades de saúde globais para controle da pandemia do novo coronavírus, a população deve reforçar os cuidados com o descarte dos resíduos. O isolamento social e a prática do trabalho em casa aumentaram o volume do lixo produzido nas casas.
A Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) estima que as medidas de quarentena e isolamento social geraram no país um aumento de 15% a 25% na quantidade de lixo residencial. Já para os resíduos hospitalares, o cálculo é de um crescimento de 10 a 20 vezes.
Na Estância Turística de Santa Fé do Sul o lixo doméstico e hospitalar também aumentou neste período de pandemia, e para sabermos qual a proporção, a reportagem de o Jornal entrevistou o chefe da Seção de Serviços Urbanos, José Antônio Vechi, e o responsável pela limpeza e lavanderia da Santa Casa de Misericórdia do município, André Luiz da Costa Silva.
De acordo com José Antônio, estima-se que de março até o dia 20 de junho foram coletadas 2.800 toneladas de lixo doméstico em Santa Fé do Sul.
Ele explicou que no início das medidas restritivas, que foi no mês de março e começo de abril, houve uma redução na quantidade de lixo na área comercial, cerca de 30%, e um aumento de 30% na área residencial. “Pudemos observar um pequeno aumento no recolhimento de móveis usados, cerca de 20%. Esse resíduo é levado ao aterro de resíduos sólidos do município e o material não é pesado”, relatou.
José Antônio salientou que após o lixo ser coletado nas residências, ele é descartado no aterro sanitário do município.
José Antônio informou que os coletores de lixo começam a passar nas residências às 3h e, no comércio, às 12h.
Já André Luiz afirmou que a Santa Casa vem descartando, desde março, em média de 1.500 kg de lixo contaminado por mês.
Ele salientou que apesar de parecer incomum, neste período de pandemia o lixo hospitalar diminuiu, pois as cirurgias, consultas eletivas, internações, entre outras atividades, tiveram uma queda de atendimento. Entretanto, ele destacou nas duas últimas semanas houve um aumento de 30% no lixo hospitalar, pois os pacientes que estavam com suspeita do novo coronavírus começaram a ser internados e alguns setores tiveram um aumento no atendimento.
O responsável relatou que a Santa Casa descarta uma variedade muito grande de lixo hospitalar, desde fragmentos humanos, que são as placentas, os resquícios de pele, dentre outros; EPIs, como luvas, aventais descartáveis, toucas, máscaras e perfuros cortantes que são as seringas, agulhas, ampolas de medicamentos, dentre outros. “A Santa Casa também recebe lixo contaminado de clínicas odontológicas, farmácias, estúdios de tatuagens, veterinárias, dedetizadoras, UTI Móvel, laboratórios, consultórios médicos, sendo que todo esse recebimento é controlado”, explicou.
Ele afirmou que após o descarte do lixo hospitalar, ele é devidamente armazenado e retirado pela empresa Constroeste, que faz a incineração destes materiais em São José do Rio Preto. “Os funcionários da prefeitura fazem o acompanhamento da retirada do lixo hospitalar e a Administração Municipal paga a empresa de incineração”, pontuou.
André Luiz informou que a Santa Casa recebe o lixo contaminado das empresas todas as terças e quintas, das 11h às 12h, e a Constroeste recolhe toda sexta-feira, no período da manhã.

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