Dona Jó: A grande dama de Santa Fé do Sul

Publicado em 11/09/2021 00:09

Por Lelo Sampaio e Silva

Nascida em Mirassol em 9 de setembro de 1930, filha de lavradores dona Vitória e seo Miguel Lopes, que tiveram seis filhos, dona Jó, como gosta de ser chamada, é uma verdadeira dama que, mesmo passando por todas as vicissitudes inerentes da vida, com sua fé inabalável e grande coração, está sempre alegre e pronta para ajudar a quem lhe procura. Carinhosa e amável, é, sem dúvida alguma, um ser iluminado por Deus.
Seu nome de batismo é Josefina Lopes. Ela conheceu o grande amor de sua vida, Antonio Ramon do Amaral, em um baile em uma fazenda na cidade de Birigui.
Após um curto tempo de namoro, já sabiam que tinham nascido um para o outro, e em 12 de abril de 1948 se casaram, na cidade de Araçatuba.
Em 1953, com as filhas Maria Helena e as gêmeas Maridalva e Marilei, que nasceram na Fazenda Almeida Prado, em Birigui, mudaram-se para Santa Fé do Sul.
Em Santa Fé do Sul o casal teve mais três filhos: Antonio Carlos, Mara Terezinha Amaral e José Carlos Amaral.
Maria Helena, Marilei e Antonio Carlos faleceram precocemente, mas, mesmo com a dor inenarrável de perder um filho (no caso dela foram três), dona Jó nunca perdeu seu brilho próprio e a alegria de viver.
Sempre muito participativa nas causas sociais da cidade, foi também presidente da Casa da Criança, onde desempenhou seu papel com muito esmero.
Seu esposo, Antonio Ramon do Amaral, falecido em 24 de setembro de 1998, também foi muito participativo na cidade. Sempre esteve envolvido com ações sociais e esportivas.
Dona Jó relata que sua vida junto ao Amaral foi muito marcante. Viveram grandes momentos juntos. Tiveram momentos muito felizes e momentos muito difíceis para passar.
Ela conta com muita alegria sobre a famosa Festa do Amaral. “Elaboramos também a Festa do Amaral, que permaneceu durante muitos anos, e a renda era toda revertida para o pagamento dos funcionários da Casa da Criança. Era uma festa grandiosa e muito tradicional”, diz.
Sobre o que mudou na cidade desde que aqui chegou, dona Jó explica que praticamente tudo hoje é diferente. “Praticamente tudo mudou, porque Santa Fé era uma vilinha e hoje temos essa estância turística maravilhosa. Não havia asfalto, não tinha absolutamente recurso algum, enfim, muita coisa mudou”.
“Atualmente eu levo a minha vida tranquila. Tenho a Margô, que é uma filha do coração. Mora comigo. Tenho meus filhos aqui em Santa Fé. Minha filha que mora no Mato Grosso e que sempre vem me visitar. Vivo em função da minha família, dos meus netos, enfim, de todos que me rodeiam. Só tenho a agradecer a Deus, a todos que me deram a oportunidade de poder ser essa matriarca da família Amaral. Digo sempre: Não percam a fé e a confiança na vida. Creiam em Deus, que é o melhor caminho para todos”.
“Sobre a festa dos meus 91 anos que acontecerá hoje à noite, confesso que estou muito ansiosa, pois no ano passado a minha festa de 90 anos era para ter sido de forma presencial, mas agora Deus vai permitir e eu vou conseguir reunir alguns amigos, e isso é o mais importante. Digo que minha vida foi uma vida cheia de alegrias e sofrimentos, mas o que eu tenho a dizer é que realmente ela valeu a pena. Valeu a pena pelos meus filhos, pelo meu marido, pelo que nós construímos. Fizemos uma história em Santa Fé do Sul e cada ano que passa o mais importante é que eu venho ganhando mais um ano de vale-vida do Deus todo poderoso”, finalizou a mulher incrível que é dona Jó Amaral.

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