Faleceu, aos 91 anos, Josefina Lopes do Amaral, a querida Dona Jó

Publicado em 13/11/2021 00:11

Por Lelo Sampaio

Faleceu na última segunda-feira (8), às 6h15, no Hospital de Base de São José do Rio Preto, Josefina Lopes do Amaral, a matriarca da família Amaral.
Dona Jó, como era carinhosamente chamada, há mais ou menos um mês sofreu um tombo e fraturou o púbis.
No dia 26 de outubro ela foi levada para a Santa Casa de Santa Fé do Sul e na manhã do dia seguinte (27), transferida para o Hospital de Base de São José do Rio Preto, onde foi entubada para que os médicos pudessem fazer exames mais detalhados, ocasião em que foi descoberta uma hepatite medicamentosa muito forte.
A equipe médica achou melhor mantê-la entubada justamente para que ela pudesse ser medicada e tradada de forma mais eficiente.
Após alguns dias, os médicos decidiram retirar os sedativos, entretanto ela não voltou do coma.
O velório aconteceu na terça-feira (9), das 7h às 11h, no Velório Municipal, e, em seguida, seu corpo foi sepultado no Cemitério São João Batista I.
Nascida em Mirassol em 9 de setembro de 1930, filha de lavradores dona Vitória e seo Miguel Lopes, que tiveram seis filhos, dona Jó foi uma verdadeira dama que, mesmo passando por todas as vicissitudes inerentes da vida, com sua fé inabalável e grande coração, mantinha uma enorme alegria e sempre estava pronta para ajudar a quem lhe procurasse.
Carinhosa e amável, foi, sem dúvida alguma, um ser iluminado por Deus.
Seu nome de batismo é Josefina Lopes. Ela conheceu o grande amor de sua vida, Antonio Ramon do Amaral, em um baile em uma fazenda na cidade de Birigui.
Após um curto tempo de namoro, já sabiam que tinham nascido um para o outro, e em 12 de abril de 1948 se casaram na cidade de Araçatuba.
Em 1953, com as filhas Maria Helena e as gêmeas Maridalva e Marilei, que nasceram na Fazenda Almeida Prado, em Birigui, mudaram-se para Santa Fé do Sul.
Em Santa Fé do Sul o casal teve mais três filhos: Antonio Carlos, Mara Terezinha Amaral e José Carlos Amaral.
Maria Helena, Marilei e Antonio Carlos faleceram precocemente, mas, mesmo com a dor inenarrável de perder um filho (no caso dela foram três), dona Jó nunca perdeu seu brilho próprio e a alegria de viver.
Sempre muito participativa nas causas sociais da cidade, foi também presidente da Casa da Criança, onde desempenhou seu papel com muito esmero.
Seu esposo, Antonio Ramon do Amaral, falecido em 24 de setembro de 1998, também foi muito participativo na cidade. Sempre esteve envolvido com ações sociais e esportivas.
Dona Jó, em sua última entrevista a O Jornal, relatou que sua vida junto ao Amaral foi muito marcante. Viveram grandes momentos juntos.
Ela deixa os filhos Mara, Maridalva e José Carlos Amaral, além de netos, bisnetos, noras, demais familiares, além de uma infinidade de amigos e admiradores.

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