Família de criança de Santa Fé organiza campanha para cadastro de medula óssea

Publicado em 12/05/2018 00:05

Bebê de 2 anos tem leucemia e precisa de um transplante de medula óssea

Por Daniela Trombeta Dias

A luta por um doador compatível para realizar um transplante de medula óssea e ser curado de algum tipo de leucemia é grande para milhares de pessoas no mundo todo.
Edson Cézar de Souza e Kátia Cristina Bezerra de Souza, pais do pequeno Matheus, de 2 anos, se juntaram a essa luta após o filho de 2 anos ser diagnosticado com a doença.
O menino foi diagnosticado quando tinha apenas um ano e, quando a doença parecia controlada, descobriram que havia avançado para um quadro mais grave, sendo necessário o transplante de medula óssea.
Diante de tal necessidade, os pais, familiares e amigos de toda a região estão fazendo campanhas e apelos para que as pessoas façam o cadastro em algum hemocentro como doadoras de medula óssea. O procedimento é bem simples: basta fazer um cadastro e colher uma amostra de sangue, que vai para o Redome – Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea –. Em até 30 dias a pessoa saberá se é ou não compatível com alguém que está na lista de espera de todo o Brasil, inclusive o Matheus.
Em Santa Fé, a tia do pequeno Matheus, Zenir de Souza, também busca pessoas para que façam o cadastro. “Queremos sensibilizar as pessoas que ainda não fizeram o cadastro para que, junto com o grupo que estamos organizando, que vão até o Hemocentro. É preciso o maior número de cadastros possíveis, já que é muito difícil encontrar doador compatível”, disse ela.
Recentemente Matheus ficou mais de duas semanas internado com infecções e pneumonia. A família mantém uma página no Facebook “Ame o Matheus”, onde, além de apelos para o cadastro de possível doador de medula, relata como está a criança. O pai Edson, que é gerente administrativo, desesperado, divulgou um vídeo pedindo que mais pessoas compareçam aos hemocentros de suas cidades.
“Sua vida é uma corrida contra o tempo e a única chance é encontrar uma medula compatível. Por isso, contamos com o apoio de todos para fazermos o máximo de cadastros de medula possíveis”, disse.
Matheus tem um irmão gêmeo idêntico, o Fernando, e de acordo com a médica que cuida dele, a oncologista Cibele Cristina Castilho, os DNAs dos dois são compatíveis, mas, nesse caso, não pode significar um resultado positivo. Isso porque o organismo do Fernando não desenvolveu leucemia, existindo um risco, ainda que pequeno, dele desenvolver essa doença.
“Por favor, quem não se cadastrou como doador de medula, que vá a um hemocentro e faça o cadastro. Peço que me ajudem, não tenho mais forças. Tenho três filhos e não posso viver sem nenhum deles. Vá a um hemocentro, você estará ajudando o Mateus e várias outras pessoas que estão precisando”, disse o pai.
Quem estiver interessado em realizar o cadastro no Hemocentro, está sendo organizado um grupo para o próximo sábado, dia 19. O telefone de contato para mais informações é o 17-98172 -2966 (Zenir).
Podem realizar o cadastro pessoas de 18 a 55 anos que estejam com boa saúde. Quem já efetuou o cadastro uma vez, não precisa repetir.

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