Guia de pesca de Santa Fé fala da importância do pesque e solte

Publicado em 13/11/2021 00:11

Por Lelo Sampaio e Silva

Todo pescador sabe que os guias de pesca são profissionais imprescindíveis para o sucesso de qualquer pescaria.
Eles prestam serviços, acompanham e orientam os pescadores amadores durante excursões por rios onde a pesca amadora está instalada, ou seja, são os trabalhadores de apoio ao turismo de pesca.
Um bom guia de pesca conhece bem a região, respeita a natureza, sabe explicar e ensinar e transmite segurança.
É o caso do santafessulense José Mateus Oliveira da Silva, que começou a gostar deste universo frequentando campeonatos de pesca tanto em Santa Fé como na região. Quando se deu conta, já estava guiando para clientes e sempre fazendo a pescaria esportiva.
Em entrevista a O Jornal, José Mateus explicou que a região é muito linda e propícia para uma boa pescaria. “Nossa região é maravilhosa, com paisagens exuberantes, tendo como o tucunaré como um dos símbolos da nossa cidade. Ele movimenta a pesca esportiva, mas é preciso destacar que morto o ‘azulão’ não passaria de R$ 60,00 e vivo, ele não tem preço, vale milhões. Recebo clientes do mundo todo que veem em busca desse peixe”, explicou o guia.
Atualmente, em Santa Fé, a pesca esportiva movimenta muito dinheiro e o turista chega a Santa Fé do Sul, que só tem a ganhar, pois movimenta o comércio local de forma considerável. “O turista que vem para a cidade gasta muito dinheiro, por isso temos que preservar cada dia mais a espécie do tucunaré”, disse.
“Conheço muito guias que praticam a pesca esportiva. Tenho amizade com vários deles, e juntos estamos lutando pela preservação da espécie é pela cota zero do pescado, que é o nosso maior sonho”, pontuou.
Ele, que trabalha cinco dias por semana, explicou que a pescaria geralmente começa às 7h e termina às 18h.
Dependendo da semana Matheus leva até sete grupos por semana para pescar, sempre com mais barcos.
“Só neste ano ele acredita ter levado pelo menos 500 turistas para pescar. Nossa operação consiste somente na pesca do tucunaré, mas sempre ‘entra’ algum outro nas iscas artificiais, como a traíra, a tilápia, oscar, cachorra, corvina, dentre outros. Somente a título de curiosidade, tivemos uma situação inusitada, quando um turista pescou uma arraia pelas costas e, ainda por cima, usando uma isca artificial”, disse.
Sua maior satisfação é ver o cliente pegando um ‘troféu’, sabendo que você o levou no lugar para ele realizar esse sonho. Hoje em dia minha maior alegria é ver o cliente feliz e satisfeito com nossa operação.
“Graças a Deus, hoje em dia os cliente que me procuram já sabem que nossa operação é apenas para pescadores esportivos, embora sempre tenha alguém que quer matar o peixe. Quando isso acontece, falamos da importância do nosso peixe e sempre nossos amigos clientes entendem e acabam se tornando pescadores esportivos. Ficam muito felizes em capturar seu ‘troféu’ e devolvê-lo a água. Graças a Deus a sementinha que nós plantamos sobre a preservação, explicando a importância do peixe vivo, está crescendo cada dia mais. Eu recebo vídeos dos meus amigos clientes hoje em dia soltando os peixes e isso me deixa muito feliz”, finalizou o guia de pesca José Mateus Oliveira.

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