Mães de coração, mulheres que praticaram o ato da adoção

Publicado em 11/05/2019 00:05

Por Bárbara Scholl

Mãe, a economia de palavras não condiz com o significado. Sinônimo de amor, dedicação, exemplo e conforto, é nelas que encontramos a tranquilidade.
Como amanhã é Dia das Mães, O Jornal conversou com mães que moram na Estância Turística de Santa Fé do Sul e que resolveram praticar o ato da adoção.
Em entrevista à reportagem, a dona de casa Cleideli de Fátima do Carmo de Brito contou que é casada e tem dois filhos biológicos, sendo Tales Guilherme do Carmo, de 27 anos, e Wilson José da Silva Junior, de 20 anos.
Cleideli relatou que fazia 12 anos que tentava adotar uma criança. “Como eu tenho dois filhos homens, eu queria adotar uma menina, e eu consegui”, enfatizou. Sua filha chama-se Ana Clara Andrade Morgenrotti, que foi adotada com 10 dias. “Hoje a Ana Clara tem um ano e dois meses e é o segundo ano que passará o Dia das Mães comigo”, destacou.
Conforme a mãe, sempre teve essa vontade de adotar, e explicou que seu amor por Ana Clara é diferente. “Tanto os meus filhos biológicos, quanto a Ana são tudo para mim. Amo a todos, mas meu amor pela Ana é diferente, amo mais ela do que os outros filhos, e não sei explicar o porquê”, enfatizou.
Ela disse que seus filhos biológicos não têm ciúmes, e que ela é a alegria de sua casa e a paixão de toda a família.
Cleideli falou que no começo, quando adotou Ana Clara, passou por um momento difícil. “A Ana nasceu prematura e estava muito doente, e ficou dois meses internada, entubada, e meu maior medo era de perdê-la. Hoje ela está bem”, destacou.
A mãe confessou que a Ana Clara preencheu um vazio que ela tinha dentro de si. “É maravilhoso tê-la em minha vida, e por tudo o que passei com ela no hospital, eu não me arrependo em tê-la adotado. Faria tudo de novo”, enfatizou.
Ao ser questionada sobre o que aprendeu com a adoção, ela salientou que foram muitas coisas. “Com a adoção aprendi que temos que ter, dar e ajudarmos mais o próximo, pois são poucas as pessoas que têm esse pensamento”.
Cleideli ressaltou que o ato de adoção foi uma lição e indica para as outras mães, se elas tiverem a oportunidade.
“Quando a escutei me chamar de mãe pela primeira vez foi gratificante, e indico para as outras mãe se elas tiverem a oportunidade, que adotem uma criança e a encha de carinho e amor, e, enfim, desejo feliz Dia das Mães a todas”, finalizou.
A professora Suelen Karine da Silva Prado, casada, tem um filho biológico que é o Natan da Silva Prado, de nove anos, e outro adotado Jonathan Henrique da Silva Prado, que hoje tem dois anos e quatro meses.
Suelen contou que ficou cinco anos na fila de espera para adotar uma criança. “No começo queria uma menina, mas depois troquei, pois se nós não escolhemos o sexo de um filho biológico, não podemos escolher também o sexo de um adotado”, afirmou.
De acordo com ela, a adoção sempre foi algo que ela queria, desde quando era criança. “Na infância eu tinha contato com os amigos dos meus pais que tinham filhos adotivos, e eu cresci com isso muito naturalmente, pensando que quando eu crescesse também iria adotar uma criança”, destacou.
A mãe contou que teve muita sorte em adotar uma criança pequena, e que o Jonathan chegou a sua família com um ano e um mês.
Em relação a amor pelos seus filhos, ela contou que não tem diferença. “Não há diferença no amor que eu sinto pelos dois. Amo os dois na mesma proporção. Só há uma atenção diferente com o Jonathan, porque ele é um bebê”, enfatizou.
Segundo Suelen, no começo seu filho Natan teve ciúmes, e até ele identificar que era ciúmes, no começo, foi um processo difícil. “O meu filho cresceu sabendo que ele teria um irmão adotado, e sempre deixamos isso muito claro para ele”, explicou.
Ela falou que atualmente os seus filhos se dão muito bem um com o outro e não se desgrudam. “O elo entre eles foi criado naturalmente, brigam entre si, mas não se desgrudam”, disse.
Suelen relatou que o processo de adaptação do Jonathan com a família foi fácil, mas que a sua rotina como mãe mudou um pouco.
“Mesmo sendo um processo cansativo, é prazeroso, pois só de saber que temos outro bebê para cuidar é gratificante”, enfatizou.
Ela comentou que é indescritível poder passar o seu tempo ao lado do Jonathan. “Quando eu olhei para ele no primeiro dia não foi amor a primeira vista. Senti a responsabilidade de mãe, mas aquele amor não veio na hora. O senti depois de três dias, quando olhei para ele e não imaginava mais a minha vida sem ele”, destacou.
A professora afirmou que com a adoção ela aprendeu que não precisa gerar para ser mãe. “Não podemos escolher nada, e sempre temos que deixar Deus direcionar tudo em nossas vidas. Pela Medicina, eu e o meu marido não teríamos filhos biológicos e hoje nós temos, e também tivemos a oportunidade de adotar, fazendo um bem para nós mesmos e para a criança”, ressaltou.
Ela confessou que com o ato da adoção realizou um sonho, e que está novamente na fila de adoção, pois agora quer adotar uma menina. “Não quero adotar agora, mas já estou na fila. Sempre tive o desejo de ter uma família grande”, salientou.
Suelen destacou que “sou uma mãe muito grata a Deus porque tivemos um filho biológico que para mim e meu marido é um milagre, pois pela Medicina não teríamos, e hoje temos um presente que é o Jonathan, depois de esperarmos na fila de adoção. Que todas as mães tenham um feliz Dia das Mães”, finalizou.

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