Mesmo com o fechamento de 268 empresas, 432 abriram suas portas em Santa Fé no ano passado

Publicado em 10/02/2018 00:02

Por Vinicius Costa

Com crise econômica no país, acentuada em 2017, o comércio foi o setor mais afetado em Santa Fé do Sul.
Em Santa Fé do Sul 268 empresas encerraram suas atividades até agora, e, de acordo com dados apurados, isso representa uma média de 22 estabelecimentos por mês.
Segundo o Fecomercio – Federação do Comércio do Estado de São Paulo – no primeiro semestre deste ano foram registradas 543 admissões e 511 desligamentos, sendo um saldo positivo de 38 novas vagas.
Além disso, foram abertas 432 empresas, registrando 191 admissões e apenas 82 desligamentos. Este foi o saldo mais alto do ano devido ao setor supermercadista.
Assim, o ano fechou com 2.238 trabalhadores ativos, destes, 698 são do setor supermercadista.
O Brasil registrou, no ano passado, o fechamento de cerca de 1,9 milhões de empresas, destas 4,5 mil foram indústrias de grande porte. O país terminou o ano em 6º lugar no nível de desemprego, amargando mais de 23 milhões de desempregados.
Em relatório anual a ser divulgado no início do próximo ano, a estimativa é que os números cresçam em quase 11,8%.
No entanto, de acordo com o Caged – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – do Ministério do Trabalho, a economia nacional pode voltar a subir lentamente no primeiro semestre de 2018 .
Numa comparação internacional, a taxa de desemprego ampliado do Brasil está bem acima da média dos países analisados, que é de 16,1%. Também fica acima da taxa de países com renda comparável a do Brasil, como o México, com 18,3%, e a Turquia, com 15,9%. O Brasil está atrás apenas de países profundamente afetados pela crise internacional como a Grécia, sendo o recordista, com 31,2% de desemprego; Espanha, com 29,75%; Itália, com 24,6%; Croácia, com 24,6% e Chipre, com 23,8%.
Esta é a primeira vez que um levantamento do gênero inclui o Brasil, e isso só foi possível porque agora há dados disponíveis no organismo oficial responsável por acompanhar o mercado de trabalho, o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –.
Em entrevista a O Jornal, a diarista Loryane Garcia, relatou que está à procura de emprego há vários meses, mas o comércio requer pessoas com alguma experiência. “Esta difícil achar um emprego no comércio e a maioria das vagas exige experiência. Entretanto, penso que quem faz a experiência é o próprio trabalhador em seu dia a dia na empresa. Já para as vagas que não exigem experiência, o salário é um pouco baixo para determinadas funções, algo que é uma má realidade da nossa região, mas como precisamos nós nos sujeitamos e corremos atrás de ganhar o dinheiro do pão de cada dia”, disse Loryane Garcia.

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