Polícia Civil santafessulense distribui material de prevenção a crimes cibernéticos

Publicado em 8/06/2019 00:06

Por Lilian Castilho

Desde o aumento do número de ocorrências registradas na Polícia Civil de Santa Fé do Sul, a entidade vem se organizando para colaborar ao acesso de informações e orientações que possam contribuir para a segurança de dados dos usuários de internet e redes sociais.
Especificamente este material, segundo o delegado Higor Vinícius Nogueira Jorge, vem colaborar para a prevenção a clonagem de WhatsApp e mostrar o que fazer, caso a pessoa seja vítima. O delegado abordou a investigação criminal tecnológica e os direitos humanos das vítimas de crimes.
Segundo o delegado, o ambiente de internet não é uma terra sem lei. Os indivíduos, criminosos e vítimas precisam saber que a Polícia cria mecanismos de defesas da sociedade, dos cidadãos de bens, por entender que os crimes, mesmo virtuais, influenciam na vida dos cidadãos e os prejuízos são avassaladores.
“Realmente a internet não é terra sem lei, é um ambiente virtual, cuja as ações criminosas praticadas neste ambiente possuem reflexos no ambiente pessoal das pessoas, no ambiente físico. Se o indivíduo comente algum crime contra a honra de outra pessoa, seja calúnia, difamação ou ameaça achando que não é crime, mas é crime”, explicou o delegado.
Existe uma diferença, além de ser crime esse tipo de ação, as consequências podem ser muito maiores do que os crimes praticados presencialmente, fisicamente, e as penas também podem ser bem maiores também. É importante levar em consideração que as pessoas podem ser responsabilizadas criminalmente por este tipo de conduta.
“Tudo o que é feito no ambiente virtual deixa rastros, deixa marcas e através desses indícios que a Polícia Civil e a Polícia Federal montam estratégias de inteligência investigativa, tendo condições de identificar quem fez os crimes e exercer as devidas providências cabíveis”, informou Higor.
O material entregue e distribuído virtualmente a toda a população santafessulense esclarece quais são os crimes virtuais cometidos, alertando que atitudes tidas como comuns podem ser consideradas crimes, ou seja, é um material educativo, além de conscientizador, para que todos tenham ciência dos direitos e deveres dentro dos ambientes virtuais.
De acordo com o delegado, os crimes virtuais mais comuns são estelionatos, furtos mediante fraudes, crimes contra honra, ameaças, crime de falsa identidade, entre outros. “É importante que cada cidadão tenha essa consciência e deixe de praticar crimes sem saber que o é. O material vem para elucidar certas práticas e, principalmente, para colaborar para que as pessoas tomem as atitudes mais segura para não cair nos golpes e, consequentemente, não serem vítimas dos crimes cibernéticos”, pontuou o profissional.
Sobre o material
O material é de fácil acesso e compreensão da população e explica passo a passo de como os cidadãos devem fazer para evitarem serem vítimas de crimes, principalmente, os praticados pelo WhatsApp.

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