Presidente do Gavas fala sobre o trabalho com os animais que são encontrados maltratados

Publicado em 19/10/2019 00:10

Por Bárbara Scholl

Após o Gavas se desligar do seu trabalho no Canil Municipal de Santa Fé do Sul, seu trabalho está voltado para animais que são vítimas de maus tratos por seus tutores.
Em entrevista à reportagem, a diretora presidente do Gavas, Conceição Silva Lizidatti, explicou que a Organização registrou 10 animais em situação de vulnerabilidade no último mês.
De acordo com ela, os animais encontrados em situação de maus tratos, na maioria dos casos estão doentes, com anemia, com vermes, pulgas, carrapatos, sujeira, machucados, assustados.
A diretora relatou que o Gavas não tem estrutura física e que os animais só são recolhidos nos casos em que os tutores não apresentam entendimento ou condições de suprir as necessidades imediatas dos animais. Mesmo assim o recolhimento depende da disponibilidade de lares transitórios para acolhê-los até a adoção definitiva e de recursos financeiros para o custeio dos tratamentos necessários. Quando a família têm condições de suprir o necessário passamos a acompanhar o caso até que o animal esteja sob cuidados adequados. Quando a família não tem recursos para o tratamento o Gavas arca com os custos, por isso, só atenderemos na medida em que nossos recursos permitirem.
Conceição relatou que provavelmente muitos desses animais precisem de novos lares adotivos ao final do tratamento e que quando encontram novos lares, será feito cadastro e supervisão para garantir que os animais não voltem à condição de maus tratos em que se encontravam anteriormente.
Dos dez animais citados, três foram imediatamente acolhidos em novos lares definitivos, três entregues ao Canil Municipal, pois se encontravam machucados e abandonados e quatro estão em lares transitórios de voluntários.
Ao ser questionada sobre o que uma pessoa deve fazer quando vir um animal sendo maltratado, Conceição explicou que ela deve fazer um Boletim de Ocorrência. “Muitas vezes temos dificuldade de realizar nosso trabalho, pois a pessoa vê animais sendo maltratados, relata o que está acontecendo mas não fazem Boletim de ocorrência pois não querem se comprometer, e, dessa forma, não temos provas dos maus tratos. Então é importante que as pessoas registrem o Boletim de ocorrência e se prontifiquem a testemunhar”, destacou.
A diretora enfatizou que após o Gavas deixar o Canil seus membros resolveram voltar o trabalho para os animais maltratados, pois muitos deles são encontrados piores que os que estão doentes na rua e são recolhidos para o Canil.
“Estamos realizando este trabalho porque vimos que era uma necessidade que nós não tínhamos condições de realizar antes, pois estávamos cuidando do Canil, e como agora a Prefeitura assumiu os cuidados dos animais e das castrações, estamos fazendo este outro trabalho”, salientou ela.
Ela destacou que a partir deste mês o Gavas está recebendo consultoria da Fundação Getúlio Vargas, que visa a reestruturação da Organização e captação de recursos.
“O Gavas não acabou, continuamos com a fiscalização e estamos nos reestruturando para superarmos novo desafio. É um desafio caro, pois precisamos arcar com despesas médicas de muitos animais e só contamos com o dinheiro das doações e recursos próprios para dar uma nova chance a animais com histórias muito tristes”, salientou.
Conceição ressaltou que “Gavas pode receber pequenas contribuições na conta de água, é só ligar no número 98189-6666 que levamos o formulário de autorização até o contribuinte. Além disso, é possível contribuir diretamente na conta corrente da Organização: Banco do Brasil Agência 0666-1 Conta Corrente 17.256-1”, finalizou.

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