Região enfrenta período mais chuvoso dos últimos quarenta anos

Publicado em 13/01/2018 00:01

Da redação

A Secretaria de Agricultura Abastecimento e Meio Ambiente da Estância Turística de Santa Fé do Sul tem intensificado as visitas às estradas rurais do município para avaliar as condições e os danos causados pela chuva. A Secretaria e o Almoxarifado Central estão elaborando um plano de ação para minimizar os estragos.
De acordo com o secretário Municipal de Agricultura, José Tiago de Campos Machado, há 42 anos não chovia tanto. “Desde 1975 não tínhamos um ano tão chuvoso quanto o ano de 2017. Para se ter uma noção, o mês de dezembro choveu cerca de 488 milímetros, que equivale a 488 litros de água por metro quadrado. Já o mês de janeiro deste ano, até o presente momento, choveu cerca de 380 milímetros, equivalente a 380 litros de água por metro quadrado, ou seja, jamais ouve um período tão chuvoso na região. Desta forma as ações de perenização das estradas danificadas serão intensificadas assim que cessarem as chuvas”, disse o secretário.
O prefeito Ademir Maschio disse que o Governo Municipal realizará todas as intervenções necessárias para melhorar a trafegabilidade dos produtores rurais e de todos os munícipes. “As chuvas têm causado transtornos nas estradas rurais, principalmente no que diz respeito à manutenção”, afirmou o prefeito.
Outra questão que vem assolando a cidade é que as constantes chuvas têm danificado o asfalto da cidade e, segundo o secretário de Obras José Soares, é preciso esperar a estiagem para iniciar os trabalhos de reparos no asfalto. “Não é possível realizar os trabalhos de tapa-buraco e recapeamento com as chuvas. Estamos aguardando um período de estiagem para fazermos uma força tarefa em nossa cidade”, disse.
O comandante do Corpo de Bombeiros de Santa Fé do Sul, Oswaldo dos Santos Junior, disse que ouve várias ocorrências de árvores caídas na região. “Recentemente uma árvore caiu na Vicinal Manoel de Matos, que liga Santa Fé do Sul ao Parque das Águas Claras, e interditou a pista. Fomos acionados por munícipes que estavam no parque, e, ao chegarmos ao local, cortamos os galhos da árvore e liberamos a pista para os veículos, haja vista que já estavam parados no local por mais de 20 minutos”, disse.
Outro caso foi o tombamento de uma carreta na Rodovia Euclides da Cunha, no perímetro urbano de Santa Fé. “Com a chuva, o asfalto fica escorregadio e os pneus perdem a aderência, então é importante que os condutores andem no máximo a 80 quilômetros por hora e evitem freadas bruscas que contribuam para a derrapagem e a perda do controle da direção do veículo”, disse.
Ele também orientou que banhistas não fiquem dentro d’água ou perto de cercas no momento de tempestades. “Seja em um rio ou piscina, ou uma cerca de arame, é importante estar longe, pois, em caso de raios, os banhistas podem sofrer um grande trauma, e até mesmo morrerem por causa da descarga elétrica causada pelos raios”, afirmou Oswaldo dos Santos Junior.

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