Santa Fé do Sul não aderiu ao Termo de Recusa da vacina contra a Covid-19

Publicado em 17/07/2021 00:07

Por Lelo Sampaio e Silva

O Brasil possui atualmente quatro vacinas contra a Covid-19 disponíveis para os brasileiros: a Coronavac, a vacina de Oxford/AstraZeneca, a Pfizer e a Janssen
Todos os imunizantes passaram por testes que comprovam sua segurança e eficácia contra o novo coronavírus, e sua aplicação é autorizada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e a vacinação ocorre por ordem de chegada das doses.
Ocorre que muitas pessoas têm preferido “escolher” qual vacina tomar.
As autoridades de saúde não recomendam que as pessoas se recusem a receber a imunização disponível enquanto não há a que se deseja, seja ela a Pfizer ou qualquer outra, até porque enquanto esperam por uma dose específica, elas continuam sem imunização e correm o risco de se infectarem pelo novo coronavírus.
Embora em algumas cidades da região, como Jales e São José do Rio Preto, é possível assinar o Termo de Recusa de determinada vacina, Santa Fé do Sul não o aderiu justamente por acreditar nos órgãos competentes de saúde.
Segundo a enfermeira chefe do setor de Vigilância Epidemiológica de Santa Fé do Sul, muitas vezes os pacientes procuram se informar antes de entrarem na fila sobre qual vacina esta sendo utilizada. Outros questionam principalmente quais as diferenças entre as vacinas e algumas pessoas também relatam terem vontade de tomar determinada vacina, mas acabam tomando a que tem disponível. Já aconteceu de algumas pessoas no momento de receber a vacina se recusarem.
“É muito triste, em plena pandemia em que vivemos, tendo a oportunidade de vacinação que estamos tendo, algumas pessoas se recusarem a receber determinado imunobiológico. Sempre uso como exemplo nós, profissionais da saúde, que fomos o primeiro grupo a ser vacinado. Estávamos tão esperançosos que não nos importava qual vacina seria, o importante era que estávamos sendo vacinados”, explicou Valéria.
Conforme a vacinação avança em Santa Fé do Sul observa-se, a redução no número de casos positivos, internações e óbitos pela doença na população já imunizada.
O principal intuito da vacinação é reduzir o número de pessoas com sintomas, internações, casos graves e óbitos pela Covid-19. “Com o tempo, esperamos também reduzir a circulação do vírus, assim como esperamos que toda pessoa que ainda precisa iniciar o esquema de vacinação entenda que ‘vacina boa é vacina no braço’, que não escolha vacina, e para aqueles que precisam receber a segunda dose da vacina, que não deixem de comparecer na data agendada, pois só assim poderemos vencer essa pandemia. Importante ressaltar que os cuidados devem permanecer. O distanciamento, o uso de máscaras e do álcool gel ainda são importantes aliados no combate à doença”, finalizou Valéria da Silva Campoi.

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