Secretário de Turismo e Cultura, Alex Sandro, fala do fluxo de pessoas no bairro das Águas Claras neste feriado prolongado

Publicado em 12/09/2020 00:09

Segundo Alex Sandro, cerca de cinco mil turistas estiveram em Santa Fé no feriado

Por Bárbara Scholl

O feriado prolongado do dia 7 de setembro fez com que boa parte da população esquecesse que estava em quarentena e muitos saíram de casa para “curtir” o feriado, como se a pandemia da Covid-19 tivesse acabado.
No Rio de Janeiro, várias praias, como as do Leblon, Copacabana e a da Barra da Tijuca, ficaram lotadas de banhistas e houve aglomerações nos locais.
No Guarujá, as praias também ficaram cheias e nem o reforço na fiscalização com homens da cavalaria da PM foi suficiente para impedir que os turistas ficassem na praia com barracas, o que também não é permitido.
De acordo com o Sistema Anchieta-Imigrantes, até o início da tarde do sábado (5), mais de 122 mil veículos já haviam chegado ao litoral de São Paulo.
Nas prainhas da região de São José do Rio Preto e também na Estância Turística de Santa Fé do Sul a situação não foi diferente, e as famosas prainhas também ficaram lotadas, com aglomeração de pessoas sem máscaras.
Em entrevista à reportagem, o secretário municipal de Turismo e Cultura, Alex Sandro da Silva, relatou que o fluxo de pessoas no bairro das Águas Claras neste feriado prolongado foi muito intenso, sendo acima do normal em um final de semana e até mesmo acima do normal em feriados prolongados.
“Eu estive no bairro das Águas Claras no feriado e desde 2018, que sou secretario de Turismo, este ano foi o feriado que eu vi o maior fluxo de pessoas no bairro das Águas Claras”, destacou Alex.
Ele disse que no domingo havia 70 lanchas nas marinas. Além disso, havia lanchas particulares na água. “Foi um fluxo de pessoas muito grande no bairro das Águas Claras, haja vista que isso ocorreu em muitos lugares há tem praias”, relatou.
O secretário falou que as pessoas não aguentam mais ficar em casa de quarentena, mas todos têm que aprender a conviver com o isolamento, com a máscara e álcool gel, além do distanciamento.
Alex relatou que provavelmente haverá outro fluxo de pessoas no bairro das Águas Claras no próximo feriado do dia 12 de outubro, e dificilmente será possível fazer com que a população fique em casa. “Infelizmente a realidade é essa, as pessoas não aguentam mais ficar em casa e o fluxo de pessoas está aumentando. Os casos do novo coronavírus vêm diminuindo, mas a pandemia ainda não acabou. Desta forma, é preciso que as pessoas tenham consciência”, salientou.
Ele destacou que fez um levantamento na última terça-feira (8), pós-feriado, na rede de hotelaria, e viu que 85% dos leitos de hotéis do município ficaram ocupados no feriado. “Vimos que essa movimentação nos hotéis, de certa forma, é boa, pois a economia tem que continuar girando, porque os proprietários de hotéis estão muito prejudicados. Além disso, pudemos observar que neste feriado as lanchonetes também estavam lotadas”, disse.
O secretário afirmou que o Parque das Águas Claras ainda se mantém fechado, cumprindo o decreto estadual, porém as pessoas invadiram o local, pelas laterais do parque, e o fluxo de pessoas no domingo foi muito grande. “Na segunda-feira, a Guarda Civil Municipal esteve no local fazendo a fiscalização”, falou.
Alex disse ainda na quinta-feira da semana passada (3), foi enviado um ofício para a Secretaria de Desenvolvimento Estadual e Marinha para que houvesse fiscalização neste feriado no Parque das Águas Claras. “Agora, todas as quintas-feiras enviarei um ofício para a Marinha, Secretaria de Desenvolvimento Estadual, Polícia Miliar, secretarias municipais de Saúde e Fiscalização e Guarda Civil Municipal para que fiscalizem o Parque das Águas Claras todos os finais de semana até o final do ano”, relatou.
Ele enfatizou que até o momento não há previsão de quando o Parque das Águas Claras será reaberto, pois está se cumprindo o decreto estadual.
O secretário destacou que cerca de cinco mil turistas estivem em Santa Fé no feriado prolongado.
“A combinação da quarentena com as fortes ondas de calor faz com que a população não aguente mais ficar em casa. Sei que as pessoas precisam sair um pouco e eu não sou contra isso, mas precisam respeitar, usar máscara, álcool gel e evitar aglomerações”, finalizou.

Última Edição