Sobem drasticamente as vendas de máscaras cirúrgicas e do álcool em gel após o coronavírus

Publicado em 21/03/2020 00:03

Por Bárbara Scholl

Durante a semana a busca por máscaras e álcool em gel aumentou em Santa Fé do Sul, principalmente depois que os casos suspeitos do novo coronavírus passaram a ser monitorados na região. Os produtos, no entanto, estão em falta em quase todas as farmácias.
Em entrevista à reportagem, o proprietário da Farmais, Fernando Pereira da Silva, relatou que atualmente não há mais máscaras cirúrgicas e álcool em gel para vender. “A compra desses produtos está bem restrita, pois não se acha em distribuidora alguma, então está difícil de encontrá-los para podermos fazer a revenda”, explicou.
Ele pontuou que os laboratórios não dão conta de fabricar, pois quando tem a matéria-prima, falta a embalagem e quando eles têm a embalagem não tem tempo de fabricar os produtos, e, por esse motivo, há dificuldade de encontra-los.
O proprietário afirmou que os produtos que chegam já são vendidos de imediato. “A venda do produto é uma coisa muito séria, pois devido a falta, há alta nos preços, e isso nem sempre é culpa das farmácias, porque já compramos com o preço alto”, explicou.
De acordo com Fernando, é a primeira vez que vendeu esses produtos rapidamente.
Ele comentou que desde que o vírus começou a circular no Brasil não fez estoque desses produtos. “Não fizemos estoque por causa da crise que o Brasil passa atualmente. Acho que nenhuma farmácia conseguiu fazer um estoque suficiente desses produtos. Nem os laboratórios e as indústrias estavam preparados para tanta demanda”, salientou.
O proprietário falou que antes do vírus chegar ao Brasil, o valor da caixa de máscaras com 50 unidades não passava de R$ 12,00; atualmente quando se tem máscaras à venda, ela custa R$ 3,00 a unidade e a mascará mais resistente que tem uma durabilidade maior custa em média R$ 13,00. Já o álcool em gel de 250g custava em média de R$ 9,00, e o de 500g, em média de R$ 14,00. Hoje o de 450g custa em média R$ 22,00. “Não estamos vendendo a caixa fechada de máscaras e sim elas avulsas, e o álcool em gel, apenas duas unidades por pessoa para que possamos atender toda a população, mas friso que está muito difícil de encontrar os produtos para revendê-los”, enfatizou.
Ele destacou que “o preço dos produtos está muito desproporcional à realidade do poder aquisitivo das pessoas”.
Fernando ressaltou que antes desses produtos chegarem à farmácia, eles já estão vendidos para os consumidores. “As pessoas quando vão comprar esses produtos e não os encontram, já deixam encomendados, e assim que chegam nós destinamos às encomendas”, salientou.
Já a proprietária da Farmácia Chico Farma, Sclayr Rogéria Bernardes Fontinele, disse que devido a grande procura de máscara e de álcool em gel, esses produtos estão em falta.
Ela explicou que estão esperando chegar as máscaras, e o álcool em gel são eles mesmo que manipulam, então tem só sob encomenda. “Quando temos a matéria-prima para manipularmos o álcool em gel, faltam às embalagens, e, dessa forma, fazemos sob encomenda”, enfatizou.
A proprietária relatou que nos últimos dias esses produtos são vendidos rapidamente. “Ainda temos muitos pedidos, e não sabemos se daremos conta de suprir a demanda”, afirmou.
Sclayr falou que sempre nesta época do ano a venda desses produtos amumenta, mas que neste ano foi abusivo.
Ela disse ainda que quando começou a circular a notícia do vírus no Brasil, a farmácia começou a fazer o estoque dos produtos, mas a cada vez a procura era maior, e, com isso, acabaram os produtos.
A proprietária salientou que até o momento não foi feito alteração nos preços dos produtos e a caixa com 50 unidades de máscara custa R$ 25,00, e o álcool em gel de 250ml custa R$ 15,00; o de meio litro custa R$ 20,00 e o de um litro custa R$ 30,00. “Os preços dos produtos passarão por alteração a partir de segunda-feira (23) e não sabemos quanto subirá”, explicou.
Ela destacou que os produtos quando chegam às farmácias são vendidos rapidamente, e a venda de álcool em gel é grande, mas esta semana que começou a procura por máscaras.
Sclayr ressaltou que tem muitas pessoas preocupadas com a alta dos preços dos produtos, mas que a culpa dos preços não é das farmácias e sim dos distribuidores, que subiram o preço.
Embora os órgãos de saúde afirmem que não há razão para pânico, pois nenhum caso suspeito foi confirmado oficialmente em Santa Fé do Sul, a população continua constantemente à procura do álcool em gel.

Última Edição