Vacina contra a Covid-19 traz esperança de dias melhores para a população em 2021

Publicado em 24/12/2020 00:12

Por Bárbara Scholl

Na quarta-feira da semana passada (16), o governo federal lançou o Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19.
A vacinação contra o novo coronavírus no Brasil começará pelos grupos prioritários, conforme o plano apresentado pelo presidente Jair Bolsonaro e pelo ministro da Saúde Eduardo Pazuello.
Até o momento, ainda não há uma data para iniciá-la, mas é algo que traz muita esperança de dias melhores para a população em 2021.
Para saber se os moradores da Estância Turística de Santa Fé do Sul tomarão ou não a vacina contra a Covid-19 quando ela estiver disponível no município, a reportagem de O Jornal entrevistou o ator Daniel Cucolo e a auxiliar de farmácia Sandra Maria dos Santos Leite Cavalheiro.
De acordo com Daniel, assim que a vacina estiver disponível no município ele tomará, sem o menor receio.
O ator disse que o seu trabalho depende do público e ele espera que a vida volte ao normal depois que as pessoas forem vacinadas. “Que nós possamos, com segurança, voltar a realizar as atividades comuns do dia a dia, que estamos impedidos, como ir a festas, shows, cinemas e teatro”, salientou.
Ele relatou que deixou de fazer muitas coisas por causa da pandemia. “Comecei 2020 preparando dois elencos para a realização de peças teatrais, uma turma de aproximadamente 20 alunos da Escola Municipal Benedito de Lima, e a segunda com alunos da Universidade Aberta a Terceira Idade (Unati). As duas atividades estão suspensas desde março e sem data pra voltar”, explicou.
Daniel enfatizou que a vacina passa a ser confiável se a Anvisa liberá-la. “Acredito na seriedade das instituições, nas pesquisas e testagens desses produtos antes de serem liberados para uso. Só confio na ciência”, destacou.
Ao ser questionado se tem medo de que a vacina possa causar algum efeito colateral, o ator disse que não gosta de tomar remédios. “Toda bula de qualquer remédio nos alerta para reações adversas, efeitos colaterais, contudo a eficácia em combater o mal a que se propõe é real e incontestável. O alívio das dores, a prevenção e manutenção da nossa saúde na maioria das vezes depende de uma farmácia. Resistir a isso é estender a dor”, enfatizou.
Daniel ressaltou que “tem no ar uma teoria da conspiração que diz que vão implantar junto com a vacina um nano-microchip e dentro de alguns anos vamos todos falar mandarim. Se tiver baixa adesão à vacinação, vou entrar na fila duas vezes para tomá-la dos dois lados e assim fico imunizado e poliglota rapidinho (risos)”, finalizou.
Já a Sandra disse que também tomará a vacina do novo coronavírus assim que ela chegar a Santa Fé.
Ela falou que depois que tomar a vacina terá menos preocupações em relação aos cuidados com as pessoas, em especial com a sua mãe que já é de idade, e como ela trabalha no hospital, evita visitar sua mãe com tanta frequência.
A auxiliar de farmácia salientou que devido a pandemia deixou de fazer várias coisas, e uma delas foi visitar com frequência seus pais. “Em junho deixei de visitar o meu pai quatro dias e no quinto dia ele faleceu de infarto, sendo que antes da pandemia eu tinha contato com ele todos os dias”, relatou.
Sandra destacou que a vacina passa a ser confiável se a Anvisa liberá-la. “Estamos falando da Anvisa, então tenho plena confiança em tomá-la”, enfatizou.
Ela falou que não tem medo de efeitos colaterais da vacina, pois se a Anvisa liberá-la, a população não correrá esse risco.
Sandra ressaltou que está com muita esperança que a Anvisa libere logo a vacina para que as pessoas possam voltar a ter uma vida normal para conviver com seus familiares e amigos.
“Por causa da pandemia nós deixamos de conviver com nossos familiares e amigos, mas aprendemos a dar valor a pequenas coisas, como ficar mais com o marido, filhos e em nossa casa. Que em 2021 seja um ano de esperança para o mundo e que possamos voltar a abraçar e a conviver com as pessoas que amamos, sem medo”, finalizou.

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