A afetividade no processo de aprendizagem

Publicado em 12/10/2019 00:10

Quando citamos a afetividade, os aspectos emocionais e o vínculo no processo de aprendizagem, muitos questionam se tais questões não são de responsabilidade da família. De fato, a família é a primeira instância educacional, na qual valores, princípios, costumes, “bons modos”, como dizem, vêm de berço, para que na instituição educacional essas aprendizagens sejam sistematizadas.
Pedagogicamente, a afetividade é e sempre foi essencial para que o professor ensine e o aluno aprenda. Quando consideramos a motivação, expressamos nossa expectativa em relação aos alunos, contextualizamos os objetos de conhecimento, levamos em conta os conhecimentos prévios, respeitamos os diferentes ritmos e formas de aprender e adaptamos o currículo para que os alunos aprendam, estamos levando em conta a afetividade, pois se trata de um olhar para o outro, para suas especificidades, de se importar.
É bem mais fácil aprender quando nos sentimos acolhidos, quando temos curiosidade e interesse pelo assunto, quando gostamos do modo como o professor media o conhecimento, ou seja, quando nos sentimos bem aprendendo.
Por outro lado, o de quem ensina, é mais fácil planejar, coordenar e avaliar atividades quando nos sentimos bem, quando temos clareza do nosso papel, quando acreditamos que todos, cada um à sua maneira e dentro de suas possibilidades, são capazes de aprender.
É claro que tanto aprender como ensinar exigem esforço, dedicação, concentração e paciência. E esse processo nem sempre é divertido, pois quando se trata de relações humanas, há conflitos, justamente porque há questões emocionais envolvidas.
Nem sempre é possível garantir que todos os alunos se sintam bem para aprender e sabemos que, nem todos os dias estamos nos sentindo bem para ensinar. Podemos contar com profissionais da área da saúde para tratar questões específicas.
Eric Hamblen, terapeuta que trabalha com autistas e pessoas com dificuldade no aprendizado social e comunicação, afirma, sabiamente que “todo comportamento é impulsionado por uma emoção. Você muda como uma pessoa se sente e assim, mudará como ela pensa e se comporta”.

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