Dicas para o trabalho em grupo na sala de aula

Publicado em 7/09/2019 00:09

No texto da semana passada apontei argumentos que sustentam a ideia de que é inevitável pensar em aprendizagem, sem pensar em grupos. Sabemos que a aprendizagem colaborativa, sugerida por diversos autores e muito comentada nos dias atuais, envolve a aprendizagem em pares e em times. A pergunta que não quer calar é: como desenvolver atividades em grupo?
A primeira coisa a se fazer é formar os grupos para que eles realmente sejam produtivos. Para isso é necessário conhecer os alunos e seus níveis de desempenho. O agrupamento produtivo é formado por alunos com níveis de conhecimento próximos porque, se colocarmos um aluno que apresenta desempenho acima do básico com um aluno com desempenho abaixo do básico, o que sabe mais a respeito daquele conteúdo fará a atividade sozinho e o que sabe menos se sentirá incapaz. Quando agrupamos alunos com muita dificuldade, também corremos o risco de não se concluir a atividade.
O segundo ponto é definirmos os papéis para cada membro do grupo. Você já deve ter passado pela experiência em que, se não definir a divisão das tarefas, um ou dois fazem e os demais apenas colocam o nome para garantir a nota. Uma sugestão interessante é distribuir números ou cores para cada membro do grupo e, a cada etapa da atividade, atribuir as tarefas de acordo com o número ou a cor, revezando as funções para que todos desempenhe todos os papéis. Por exemplo, agora os números um e dois vão falar as palavras que devem constar na lista, o número três vai escrever e o número quatro vai ler as palavras. Marca-se um tempo e trocam-se as tarefas.
Não é possível trabalhar em grupos em todas as aulas e mesmo em times, há atividades que são individuais. Por exemplo, em uma atividade de pesquisa para resolver um problema, cada aluno faz esse trabalho individualmente e depois todas as pesquisas são confrontadas para que o grupo chegue a um consenso.
Um mesmo agrupamento deve ser mantido por um determinado tempo para que haja vínculo entre seus membros, mas segundo o mestre e especialista em metodologias ativas de aprendizagem, o professor Tom Ferreira, essa formação funciona por, no máximo, seis semanas. Depois desse tempo, a produção do grupo tende a cair e é preciso fazer o reagrupamento para que haja integração entre todos os alunos da turma.
O professor deve observar, avaliar, fortalecer, motivar e estimular as participações individuais para que todos no grupo aprendam e avancem.

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