Planejamento Escolar

Publicado em 25/01/2020 00:01

A maior parte dos sistemas de ensino já realizou ou está realizando a atribuição de aulas e, à essa altura, cada professor já sabe, ou está prestes a saber, com quais turmas e componentes curriculares irá trabalhar este ano.
O primeiro passo é pensar na proposta pedagógica da escola em que atua. Na prática, isso significa quais alunos temos e quais alunos desejamos formar, sem perder de vista os conteúdos, habilidades e competências previstos para cada ano/série.
Não podemos perder o foco em alguns princípios que norteiam ou deveriam nortear a educação escolar brasileira: desenvolvimento integral do educando; autonomia; responsabilidade; respeito à diversidade e combate ao preconceito; vínculo entre a educação escolar, o trabalho e práticas sociais; presença pedagógica; protagonismo; entre outros.
A educação escolar está em constante transformação porque tem que atender às demandas sociais, que por sua vez se modificam constantemente. Esse é um ano marcado por inovações devido à nova Base Nacional Curricular. No sistema estadual de ensino paulista, foi homologada apenas o currículo para os anos do ensino fundamental. O do ensino médio ainda se encontra em fase de elaboração.
Há muitas novidades: novos períodos de férias; novos componentes curriculares; nova organização das habilidades e conteúdos a serem trabalhados por bimestre; expansão do ensino integral; e outras, que ainda estão por vir. Tudo isso abala profundamente o trabalho do professor, gerando insegurança diante do novo.
Os primeiros dias de aula são destinados ao acolhimento dos alunos e ao diagnóstico, para sabermos com quem estamos lidando, quais são as potencialidades e dificuldades para aí sim, elaborarmos o planejamento junto à equipe escolar.
Por mais que os sistemas de ensino já tenham as atividades prontas em apostilas, cabe ao professor prepará-las e adequá-las às turmas, ver a necessidade de revisar algumas habilidades estruturantes para que consigam desenvolver as atividades e aprender ou aprofundar seus conhecimentos.
Outro ponto importante são os resultados das avaliações externas. Por mais críticas que tenhamos sobre isso, as políticas públicas se baseiam, também e muito, nesses índices. É preciso considerá-los na hora de planejar, tendo como foco a meta a ser atingida.
Priorizar conteúdos diante de um currículo tão extenso como é o nosso, também faz parte do planejamento. Não é possível aprender e ensinar tudo, portanto é preciso analisar quais são as prioridades para a formação dos alunos que temos.
Mais do que tudo, ao planejar, devemos ter em mente que cada aluno é um ser humano único, com histórias, características e modo de aprender diferentes. A formação acadêmica do educando é de nossa responsabilidade ao longo de um ano inteiro. Cada palavra, cada gesto, cada atividade que oferecemos vai gerar uma reação e uma evolução ou não na vida de cada um que ensinamos.

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