Professor é uma profissão ameaçada pelas inovações tecnológicas?c

Publicado em 7/03/2020 00:03

Você já ouviu falar da professora assistente Jill Watson?
Entre 2015 e 2016, os alunos de um curso online de pós-graduação do Instituto de Tecnologia da Geórgia passaram cinco meses aprendendo com Jill Watson, que respondia cerca de dez mil mensagens, auxiliou os estudantes fazendo lembretes de datas de entregas de trabalho e os apoiou no momento de desenharem programas digitais. No final do curso foi revelado aos alunos que Jill Watson é, na verdade, um robô.
Muitas profissões foram ou estão sendo substituídas pelas inovações tecnológicas, como caixas de banco, recepcionista e telefonistas, agentes de viagens, operador de telemarketing, porteiro, técnicos de laboratório de revelação fotográfica, locadoras de filmes, entre outras.
Diante desse contexto, podemos, e devemos refletir sobre nossa profissão: será que os professores serão substituídos por robôs algum dia?
Jill Watson é um bom exemplo de como a inteligência artificial pode contribuir com a aprendizagem, mas, por trás do robô, estava o Professor Ashok Goel, que coordenava o curso e programava sua assistente virtual.
O fato é que, apesar da computação afetiva – campo da informática que leva em consideração as emoções e os estados de espírito para a confecção de softwares e de hardwares – o ser humano ainda é o único capaz de cuidar e considerar as especificidades complexas do indivíduo para que a aprendizagem aconteça.
São os vínculos afetivos, a convivência e o fazer junto que tornam, pelo menos por enquanto, nossa profissão essencialmente humana.

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