AI QUE BOM SERIA SE OS IRMÃOS DA IGREJA SE UNISSEM PARA FAZER O BEM AO PRÓXIMO COMO SE JUNTAM PARA FALAR MAL!

Publicado em 21/09/2019 00:09

Já parou pra pensar na força que as igrejas têm em nossa sociedade? Vou mais além, já parou pra observar o tanto de igrejas em Santa Fé do Sul? A cada duas farmácias, existem três igrejas em Santa Fé!!! Hahahahaa (tô brincando, portanto entendam a ironia). Antes de qualquer julgamento, o que eu estou te dizendo merece reflexão.
Mário Sérgio Cortella diz que ninguém se une a uma religião para ficar mais fraco. Ou seja, todos procuram a religião para ficarmos mais fortes! Desde já, não discutirei a existência de Deus, mas sim a existência de “Deus” na ação cotidiana de cada um dos fiéis fora dos muros santos.
Eu sigo uma religião, o catolicismo, e um dia um amigo disse que do catolicismo gostava só do “vinho” e do “pecado”. É claro que não devemos julgá-lo, mas isso me trouxe uma reflexão: quem é mais sincero? O meu amigo que gosta apenas do vinho e do pecado e é verdadeiro quanto a isso, ou aquele ‘irmão’ que não sai da igreja mas em sua casa não existe diálogo, que abandona amizades por sexualidade, que depois de ser ‘instrumento de Deus na vida do irmão’ o apunhala pelas costas fazendo fofoca?
É importante reconhecer os trabalhos muito bem feitos pelas diversas religiões para auxiliar o povo. Assim como seus líderes divinos, seguem fazendo caridade e sendo mão que ajuda a administração pública no cumprimento de suas políticas deficitárias. Mas imagina se cada um daquele que frequenta, ora, chora, clama, resolvesse fazer um ato de caridade por semana? Lembrando que caridade não é dar dinheiro! Caridade é conduzir o amor de ‘Deus’ ao semelhante, assim, acolhendo e amando o outro como você quer que Deus lhe faça!
Na igreja se discute política! Mais que isso, se discute a aplicação desta. Respeitar, dialogar, buscar o bem coletivo e etc. são comandos que a nossa democracia pede que ensinemos aos outros. Mas assim como o ‘perdão’, como ensinar algo ao outro que não sabemos?
Não permita que utilizem a religião para discurso de ódio, pois estes discursos incentivam a desigualdade, desrespeito, supremacia de ideias… enfim, tudo o que não vivemos, pois não estamos mais no Século XV, quando a igreja caçava aqueles que iam contra suas ideias.
Utilizei vários termos religiosos em destaque por entender e respeitar que existem cidadãos que não concordam com o conceito religioso aplicado a tais palavras.
Só veremos a face de ‘Deus’ quando enxergarmos este nos outros. Para isso, temos que parar de agir com maldade em seu nome e parar de utilizá-lo para fins eleitoreiros ou de poder, como tem muitos que fazem. Mas do que adianta a fé se não é vivida? É uma fé morta! Não julguei a religião, mas a forma com que nós a aplicamos e discutimos.

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