ANDÁ COM FÉ EU VOU, QUE A FÉ NÃO COSTUMA FAIÁ

Publicado em 22/08/2020 00:08

Como disse Gilberto Gil em uma das suas magníficas músicas, ele costuma andar com a fé, pois, pela lógica, a fé não costuma falhar. E assim deveria ser o nosso curso natural da vida: ter fé sempre. Mas, o que é fé? Torna-se difícil conceituar algo que se sente, que é algo subjetivo e intrínseco às experiências de vida do ser num âmbito individual e que não pode se confundir. Enfim, é algo que, com precisão, só quem sente consegue falar sobre.
Entretanto, para que possamos estabelecer um raciocínio do porque é tão importante ter fé, trago o conceito de fé do meu filósofo de cabeça, Mário Sérgio Cortella, que diz que “a fé é, acima de tudo, a crença do improvável”. Ou seja, a fé naquilo que, teoricamente, não existe, pois ainda não existiu. Simples assim.
Primeiramente temos que ter fé em nós mesmos, em nossa ideologia, em nossa missão. De nada adianta a vivência sem fé. Tudo que nós queremos mudar, nós colocamos fé. E quantidade dela…
Em uma música, que é pura poesia, do O Teatro Mágico, fala que “Quem de pé ficará? Se a luta acomodar / Diga quem nos dirá? Quem vier, provará”, de forma a sugerir que devemos ter fé naqueles que virão depois de nós, mesmo que isso não seja – de início – animador. Que é importante ter fé!
No final da música do O Teatro Mágico, eles brincam com as palavras cantarolando que “Quando há ferrugem, no meu coração de lata! (…) É quando a fé ruge, e o meu coração dilata!”, e nos lembram que precisamos ter fé. Primeiramente em nós, pois, só tendo fé em nós mesmos é que saberemos o significado da fé e podemos partilhar dessa fé com outras pessoas, outras religiões, outros sonhos… E, talvez, com muita fé, viver na espera da esperança, e não da demora. É preciso ter fé!
Respeitosa e cordialmente, peço a você leitor que me permita dar um exemplo real, para mim, do que é ter fé: minha mãe. Ela é exemplo de fé, é uma mulher que pensa no impossível e faz acontecer. Que luta, ama e cuida. É fé que não acaba mais… e quanta fé!
Finalizo com um verso da música de Gilberto Gil que intitula essa crônica, que diz que “a fé vai onde quer que eu vá”, porque a fé está nele! Que tenhamos fé! Fé para todos nós!

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