AS PAREDES TINHAM OUVIDOS, HOJE OS OUVIDOS TÊM PAREDES

Publicado em 26/10/2019 00:10

Qual o ponto que precisamos chegar para começarmos a nos resgatar? Para enfim começar a discutir coisas que importam e que deixarão coisas concretas, dando a merecida importância à educação, por exemplo!
Antes, as paredes tinham ouvidos, ou seja: todos ficavam receosos em “falar”, pois aquilo poderia se espalhar, viraria fofoca, ou seja, repercutiria. Hoje, os ouvidos têm paredes, pois diariamente acontecem barbáries com a Administração Pública ou, de forma mais individual, dentro de nossas casas, e nós não fazemos nada, fingimos que não vemos.
Se não deixarmos de lado o receio de perder o pouco que nos dão, nunca teremos o que nos é de direito: tudo! Do povo emana o poder e a ele tudo pertence! Da mesma forma que na política, é em nossas casas: o poder emana de nós e precisamos concretizá-lo, seja na mudança social ou no enriquecimento intelectual, toda a sociedade precisa avançar se aperfeiçoando.
Inúmeras praias do nordeste do país foram atingidas nas últimas semanas por petróleo, onde a população colocou, de fato, a “a mão na massa” e todos retiraram o resíduo indesejado que tanto estrago ainda causa. Deve-se lembrar que os civis eram comerciantes, pescadores, jovens, ativistas, enfim, todos, menos quem tem o dever legal, isto é, é obrigado pela lei a preservar: o governo federal foi e está sendo omisso, fazendo e aplicando as políticas para tal incidente de má vontade. Alguns dos cidadãos, sem cargo político, assim como eu e você, que foram lá ajudar, apresentam sintomas de intoxicação e serão acompanhados por até 20 anos.
Olha só o ponto a que chegamos e ninguém acha isso desumano. Isso me assusta. E se fosse no nosso rio Paraná? Se fosse nas lavouras de cana da usina que gera emprego… Enfim, imagine se fosse com nós. Não deveríamos ao menos refletir?
Está na hora de despertar e mostrar aos agentes públicos que a hora de esquecer picuinhas chegou. A cidade, o país, e com isso, sobretudo o povo, vem em primeiro lugar.
Pode não gostar de mim, mas, por favor, não seja uma parede. Passe a refletir.

Última Edição