CONSCIÊNCIA HUMANA É MEU BARALHO

Publicado em 23/11/2019 00:11

No último dia 20 foi comemorado o Dia da Consciência Negra, e, como se não fosse motivo suficiente para comemorar e exaltar tal raça que por séculos fora escravizada, comemora-se também o dia de Zumbi, o último líder do Quilombo dos Palmares, o maior dos quilombos do período colonial e mais famoso na organização e resistência em diferentes aldeias. Zumbi foi morto numa emboscada. Morto por incomodar e lutar.
Você se pergunta por que em nossa cidade não é feriado, não é? E eu me faço a mesma pergunta. Tanto feriado criado por muito menos, porque os vereadores do nosso município não dão essa homenagem a todos os negros no ano que vem? E a representatividade negra na Câmara, existe?
Já lhe digo, não me venha com o papo de que devemos criar a consciência humana! Nem que o racismo não existe. É preciso conscientizar-se! Diariamente nos deparamos com situações racistas e não fazemos nada. Relativizamos! Darei exemplos.
No Dia da Consciência Negra, um professor universitário em Franca-SP foi chamado de macaco, e, após, esfaqueado com um canivete.
Antes de uma missa afro, no mesmo dia de comemoração, na cidade do Rio de Janeiro, fieis desta igreja tentaram impedir a celebração de tal rito, vez que continha elementos afros. Além de tentarem fazer com que o padre cancelasse, colocaram-se de joelhos na frente do altar e começaram a rezar o Pai Nosso e a Ave Maria em latim, para criar obstrução.
Na terça, um dia antes de tal data comemorativa, o deputado federal Coronel Tadeu – PSL, que recentemente esteve em Santa Fé, destruiu um quadro que estava em exposição no Congresso e falava sobre a morte de negros por parte da polícia. Crítica social muito bem feita pelo desenhista, por sinal. O fato do referido deputado ter quebrado a obra prova a importância de se propagar tais dados.
Todos os agressores são brancos… e tem quem diga que não existe racismo. Não venha dizer que é vitimismo, e assim achar desculpa para o seu racismo.
Não podemos relativizar uma data que nos ensina tanto.
Em nível de município, fica a reflexão: como está nossa luta pela igualdade?

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