E A EDUCAÇÃO?

Publicado em 8/08/2020 00:08

Desde o início da pandemia do novo coronavírus muitos assuntos que tocam diretamente o cotidiano das pessoas passaram por inúmeras discussões e tentativas de socorro para as situações de urgência que apareciam pela paralisação de inúmeros setores.
Falamos até hoje sobre o comércio, sobre a economia que cai… Falamos até hoje sobre saúde, sobre medidas eficazes de distanciamento social e sobre a tão esperada vacina que garantiria a imunidade à Covid-19… E sobre a educação, falamos?
Da educação infantil – que de forma lúdica deixa reflexos importantes no desenvolvimento psicomotor da criança – ao ensino superior, está quase tudo parado ou “sendo feito do jeito que dá”, de forma a não atingir o real objetivo que é capacitar o indivíduo para caminhar de forma autônoma.
Há de se lembrar, ao tratar do assunto educação, de todos os funcionários que integram tal quadro que é um dos mais – senão o mais – importantes em nossa sociedade. Lembremo-nos também da pouca valorização destes por parte do Estado e também da sociedade civil que por vezes deixa de lutar por essa causa que em algum momento de nossa história nos tocou de forma irreversível. E aí é que pergunto, no meio de todas essas discussões importantes para o rumo da sociedade em tempos de pandemia, e a educação?
Há muitos e muitos anos ativistas da educação tentam propor uma discussão mais aprofundada sobre as reais condições de ensino – principalmente o público, em nosso país – que são em inúmeros estados desumanas. Há até quem pense que professor é vagabundo, mas isso não é nada perto de quem sequer acredita na ciência…
Passamos tempos críticos, onde muitos e muitos estudantes não estão tendo como estudar ou, no caso das universidades, não estão tendo como pagar. Além de escancarar a precariedade do ensino público do nosso país, deixa clara a desigualdade social em que vivemos e é diariamente ignorada.
Segundo o educador Paulo Freire, que também era filósofo, é preciso esperançar, mas esperançar na esperança e não na espera. É preciso pensar, descruzar os braços. É preciso que se dê à educação o merecido e real respeito.
Por fim, aos senadores que querem a volta das aulas presenciais, faço a seguinte pergunta: se querem que as aulas voltem, por que Vossas Excelências não voltam às sessões e votem tal requerimento de forma presencial?

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