O Ministro Salles e a desprezo com o Meio Ambiente

Publicado em 22/05/2021 00:05

Na última quarta-feira (19), acordei e vi que a Polícia Federal deflagrou operação a fim de apurar irregularidades nas ações do Ibama, coordenadas pela gestão Salles afrente do Ministério do Meio Ambiente. Com mandados de busca e apreensão em face do escolhido por Bolsonaro para resguardar nossa natureza, a Polícia Federal não atingiu apenas o comissionado federal, mas também o Presidente do Ibama, que foi afastado do cargo.
Ricardo Salles, o ministro, teve seu sigilo bancário quebrado por decisão judicial após forte indício de corrupção, segundo o que foi amplamente noticiado naquele dia.
A operação policial investigatória se iniciou após uma movimentação atípica, de 14.1 milhões de reais, ocorrer no escritório do qual o ministro é sócio. As informações da polícia federal indicam que o ministro e agentes do Ibama facilitavam a exportação ilícita de madeira ilegal.
Lembram da ilustre reunião ministerial de 22 de abril de 2020, que por denúncias do ex-ministro e juiz federal Sérgio Moro – em sua demissão – veio a ser pública por determinação judicial? O Ministro Salles falou (como está gravado e foi amplamente divulgado) que era hora de “aproveitar a pandemia para passar a boiada”.
Salles, afinal, é um ministro que atua a favor ou contra do meio ambiente? O governo Bolsonaro ainda é um governo livre da corrupção?
Ainda sonho com um país em que o povo acredite na força e no poder dele mesmo, e não endeuse políticos que – certamente – não conseguem manter seu discurso de país perfeito.
Aproveito este último parágrafo para recordar que na quarta-feira o ex-ministro Pazuello passou mal (literalmente) na CPI da Pandemia e foi embora, não terminando seu depoimento. Embora tenha conseguido Habeas Corpus concedido pelo STF, respondeu a todas as perguntas de forma a procrastinar, sem objetividade alguma. Ainda aposto que essa CPI vai dar dor de cabeça (talvez, mais que justa) ao Presidente da República.
Semana agitada em Brasília.

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