O QUE EU QUERO É PAZ!

Publicado em 25/07/2020 00:07

Segundo o professor e filósofo Mário Sérgio Cortella, “paz não é ser vitimado pela ausência de trabalho honroso. É não ser atingido pela falta de socorro na saúde. É não ser humilhado pela ausência de uma escolaridade completa. É ter uma habitação saudável. Paz é não apequenar a vida”.
Partindo do conceito que o supracitado professor nos traz, é possível entender que só teremos paz quando a vida, a nossa habitação aqui na terra, não for diminuída, relativizada. Quando a morte de milhares e milhares de cidadãos não servirem apenas para encher os bolsos dos entes públicos e servirem para que estes iniciem suas campanhas políticas.
Se apequenam a nossa vida, a do cidadão, é importante que tentemos buscar a nossa tão merecida paz. Paz que vem acompanhada de respeito.
A paz também vem acompanhada da felicidade, pois quando você a sente, sente também que a vida está acontecendo. E você, caro leitor, vive como desde o início dessa quarentena? Se sente em paz? Feliz? Eu me sinto ansioso e angustiado, esperando o dia do fim de todo esse pesadelo.
Não conseguiremos a paz enquanto a incapacidade de nossos governantes for evidente, como é. Neste momento de empasse, entre comércio e poder público, onde um quer fechar e o outro quer abrir, onde aparentemente não se pensa no cidadão, fico a me perguntar onde está o aconselhamento técnico em se reduzir o horário de funcionamento de diversos comércios, uma vez que as pessoas não entendem a necessidade de reduzirem suas saídas de casa, assim, aglomerando mais que o normal em lojas e estabelecimentos de nossa cidade, já que o horário de atendimento está reduzido.
Enquanto na presidência temos um presidente lunático, que ergue uma caixinha de cloroquina a seus seguidores – praticamente imitando o personagem Mufasa, de O Rei Leão, ao erguer seu filho Simba com as mãos e apresentar aos outros animais de seu reino – e de outro lado, em nível municipal, temos um governo que aparentemente não se importa com vidas, mas que se importa com as eleições.
Os números de contaminados e de mortos em nossa cidade aumentaram consideravelmente nas últimas duas semanas, trazendo à tona a ineficácia das medidas de fachada que foram tomadas em nosso município. Trago alguns exemplos: barreiras sanitárias em duas entradas da cidade, sendo facilmente possível burlá-las entrando em acessos por vicinais, estradas de terra, ou até mesmo pela saída para Rubineia, que ficou desprotegida; horários reduzidos que contribuem para a aglomeração, uma vez que as pessoas que frequentariam tal local das 9h às 18, agora devem ir das 9h às 15h. Compra de milhares de reais em papel higiênico para nosso Centro Universitário enquanto este está fechado e sem aulas… Além de medidas ineficazes, ainda existe desrespeito com o cidadão e com o momento que este passa!
Eu quero paz. Quero paz aos meus semelhantes. Quero que o povo tenha paz! E só a teremos quando compreendermos a necessidade de não “apequenar a vida”, de não diminuir a vida dos outros por causa de nossos interesses próprios.
Em Santa Fé, assim como em grande parte do país, a pandemia que tirou nossa paz está servindo de palanque, onde as medidas não são tão eficazes assim… A nossa incapacidade como sociedade é refletida nas ações errôneas e eleitoreiras de nossos líderes, que não ligam pra nós.
Embora mereça – talvez para aprender e tirar grandes lições – eu só quero paz!

Última Edição