Nazareth dos Reis

Publicado em 30/09/2017 00:09

Nazareth dos Reis, o ícone da Cultura da nossa Estância, nos deixou um valioso legado de educação. Ele é o nosso grande herói de hoje e vamos reverenciá-lo como sendo um dos mais importantes educadores na formação de uma geração de jovens durante a sua trajetória de professor.
Nascido aos 27 de fevereiro de 1937, em Aparecida d’Oeste, era caçula dos onze irmãos da família Reis. Excelente aluno do Seminário Ibaté de São Roque, Nazareth, no início dos anos 60 foi professor de português nas escolas do município de Santa Fé do Sul, na mesma época do professor de francês, também seminarista, Mr. Dann. Foi professor da Funec e eleito primeiro presidente da Apesfunec, Associação dos Professores da Faculdade.
Formado pela Faculdade de Letras de Jales, foi o primeiro a obter o título de mestre do nosso município, em 1990, pela PUC-SP. O tema da sua dissertação de mestrado em História, “Tensões sociais no campo”, focalizava os conflitos de terra entre fazendeiros e colonos das terras em Rubinéia e Santa Clara d’Oeste, denominado de movimento “arranca-capim”. Como mestre foi professor e coordenador do curso de História da UFMS, Campus de Três Lagoas.
Na área cultural foi precursor na criação da Academia de Letras, Concurso de Poesias e Redação e fundador da biblioteca e museu do IEEPIM junto com Adacyr Ferreira e Honório Carneiro. Foi também grande incentivador do movimento teatral na cidade junto com Alcides Silva além de ter sido articulista do “O Jornal” na época.
Nazareth tinha personalidade eclética, mais ouvia do que falava. Era amante de uma boa leitura e gostava de ouvir long plays de música clássica no seu toca-discos pick up. Seu hobby era o mesmo do professor Diora – filmar os eventos culturais como Ficcap, festas folclóricas e desfile de aniversário da cidade. Era católico fervoroso, ministro da Igreja e palestrante de cursos de noivos e de relacionamento conjugal.
Certa manhã, quando o meu laboratório era na frente da Igreja Matriz, ao chamar um paciente para colher sangue, eu respeitosamente disse: – Dona Nazareth, entre por favor. Além da surpresa, foi naquele dia que fiquei conhecendo o nosso herói de hoje, de cuja estória também faço parte. Fomos colegas quando lecionávamos na Funec/Campus I.
A “coruna” de hoje pôde ser escrita por causa da colaboração inconteste de Nilda Galbiatti e Adacyr Ferreira, compadres e padrinhos de casamento do casal, Nazareth e D. Giusepina Gazoto.
Os filhos Carol, Eduardo, Cláudia e as netas Luíza, Maria Eduarda, Sofia orgulham-se de Nazareth dos Reis, esse paizão que profetizava um mundo melhor com a frase: “Eu sou a verdade, o caminho e a vida”.

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