As faces da ganância

Publicado em 8/06/2019 00:06

Esopo, em uma de suas fábulas, “A Mulher e a sua Galinha”, conta que uma senhora possuía uma penosa que lhe dava um ovo todo dia.
Ela pensava consigo mesma como poderia obter dois ovos por dia ao invés de apenas um. E finalmente, para atingir seu propósito, decidiu dar à galinha ração em dobro.
A partir daquele dia a galinha tornou-se gorda e preguiçosa e nunca mais botou nenhum ovo.
Quando olhamos para nossa vida, percebemos que somos gananciosos em muitas circunstâncias. Se temos alguma coisa material, queremos mais. Se compramos um objeto, queremos logo trocá-lo por um mais moderno. Acumulamos tanto! Parece até que nos sentimos seguros quando temos mais e mais…
Os vários exemplos a que assistimos no nosso cotidiano são de deixar os cabelos em pé. É de muita cobiça vestida de corrupção, de enganos, de trapaças, de fraudes, de propinas, de golpes, de subornos…
No entanto é no “ser” que precisamos investir mais. Ser mais, pois metas limitadas criam vidas limitadas. Portanto, quanto maior o objetivo, maior a motivação, mais longe se pode chegar com a possibilidade de viver a honestidade, a ética, o respeito pelos outros, a solidariedade, o compromisso com as pessoas… É possível experimentar a paz quando há amor, compreensão, perdão, entendimento, aceitação das ideias dos outros, diálogo, clareza de objetivos, firmeza nas decisões, perseverança e otimismo…
Tudo isso é um grande desafio para nós que somos pais, avós e cidadãos que convivem e pertencem a uma sociedade.
E como diz a mensagem da fábula, “a ganância humana é uma doença que cedo ou tarde acaba se voltando contra seu possuidor”.

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