Capitão tricolor para Presidente

Publicado em 3/03/2018 00:03

A Presidência da República não pode ser resumida a candidatos apenas honestos como se isso fosse uma grande e rara qualidade.
Eu sei, leitores. Os últimos anos não foram generosos conosco. Honestidade tornou-se algo raro no mundo político brasileiro. Lula, Dilma, Calheiros, Sarney, Aécio, Pimentel, Cabral, Collor, Cunha, Maluf, ufa! São tantos os que fizeram da atividade política uma prática criminosa que fica difícil lembrar de todos. Pior é que quanto mais influentes, mais criminosos, o que ajudou a emporcalhar praticamente todos os partidos do país. É o tal do “exemplo que vem de cima”: Se o chefe é picareta, por que os subalternos não seriam, não é mesmo?
Pois bem. Além de todas as crises que estamos vivendo, há uma ainda maior: a vacância de líderes. Em qualquer seara, aliás, da Cultura à Política, passando pelo Esporte, o Brasil não encontra um só sujeito (ou sujeita, para agradar às feministas e aos adeptos da palavra presidenta) que represente a maioria dos brasileiros. Já tivemos Rui Barbosa, Pelé e Ayrton Senna. E na política isso é fatal! Abre espaço para toda sorte de aventureiros e populistas baratos. Não por acaso se fala tanto em Sérgio Moro, Joaquim Barbosa, Luciano Huck, Roberto Justus e outros.
O principal argumento de quem defende certas candidaturas é a honestidade. Alguns vão além e votam pela simpatia, pela beleza ou mesmo por opiniões pessoais que nada têm a ver com o exercício de um mandato presidencial: “Ah, meu candidato é vegano; meu candidato é fiel torcedor do Corinthians; meu candidato adotou um cachorro de rua”. Caramba!!! Será que não dá para ir um pouco além e exigir algo mais? Será que um voto tão importante se resume tão somente aos traços da personalidade do candidato?
Tudo leva a crer que teremos um segundo turno presidencial de assustar. A possibilidade de Henrique Meilrelles e Jair Bolsonaro se enfrentarem não pode ser descartada neste momento de baixa credibilidade política. Os argumentos de que gosta de um ou de outro, ou dos dois, é que supostamente “ao menos são honestos”. Pô, o capitão do meu time, o São Paulo F.C., também é. Ah se ele fosse general… Provavelmente você, que lê a “coruna”, também é. E daí? Isso nos habilita a ser Presidente? Eu acho que não. Se assim fosse, Rodrigo Caio seria meu candidato. É honesto, simpaticíssimo, guerreiro, patriota, caridoso, gente finíssima e além de tudo são-paulino.

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