E se tivermos que trabalhar até os 100 anos?

Publicado em 8/12/2018 00:12

Para que isso pudesse ser alcançado temos de refletir primeiro sobre a velhice. Em relação ao Estatuto do Idoso, nada a declarar. Certo dia ouvi uma entrevista no rádio de que a pessoa é considerada velha se ela tiver pelo dez anos menos da expectativa de vida média do cidadão. É claro que isto depende de fatores ambientais, genética, condição econômica, nível educacional e cultural.
Agora vamos parafrasear autores como Carlos Drummond de Andrade que dizia: – Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons.
Ou Aristóteles ao afirmar que a cultura é o melhor conforto para a velhice, que por outro lado, Leonardo da Vinci confirma ao dizer que o conhecimento torna a alma jovem e diminui a amargura da velhice. Colhe, pois, a sabedoria. Armazena suavidade para o amanhã.
Com precaução Platão nos ensinou que se deve temer a velhice, porque ela nunca vem só. Bengalas são provas de idade e não de prudência ou devemos aprender durante toda a vida, sem imaginar que a sabedoria vem com a velhice.
É por isso que Jean-Jacques Rousseau declarava que na juventude deve-se acumular o saber. Na velhice fazer uso dele.
E se nós pobres mortais tivermos de trabalhar até os 100 anos? A célebre frase de Sêneca responde: Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a. Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem. Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos anos, estes ainda reservam prazeres. E pode ser completado com o pensamento de Victor Hugo – Cinquenta anos é velhice para a juventude, e cem anos é juventude para a velhice.
Moral da história: A velhice é a paródia da vida. (Simone de Beauvoir)

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