Estamos vivendo o caos no movimento político, mas a mudança já começou

Publicado em 3/11/2018 00:11

A frase é do médium e orador espírita Divaldo Franco, que estará em São José do Rio Preto dia 14 de novembro, às 20:00 horas, e faz palestra gratuita na quadra poliesportiva do ginásio do Hospital Bezerra de Menezes, segundo a jornalista Gisele Bortoleto da revista Bem Estar, do grupo Diário da Região.
Em conversa com o jornalista e escritor André Trigueiro num evento espírita, Divaldo Franco falou sobre o momento político que tem tudo a ver com o que estamos vivendo hoje ao responder a seguinte pergunta feita por Trigueiro: “Nós estamos nesse momento colhendo o que plantamos enquanto nação invigilante que não gosta de política e, portanto, ao renunciar ao gosto pela política é obrigada a ser governada por quem gosta e, quem gosta de política, nem sempre tem um compromisso ético-afetivo e esse despertar doloroso resulta nisso. Ou esse despertar se dá de forma turbulenta como estamos vendo e há, pela lei de sintonia, uma força que empodera esse espírito bélico, essa intolerância, essa animosidade que ocorre em grupos familiares, em ambientes de trabalho, entre pessoas que se amam, se gostam e se respeitam e que agora nós temos um rastilho de pólvora e qualquer faísca parece incendiar uma discussão acalorada ou o desejo de não falar mais sobre esse assunto. Parece ser um momento traumático, parece um momento diferente da nossa história”.
E Divaldo Franco responde: “O Brasil adquiriu o hábito de deixar-se governar por pessoas cuja habilidade era o auto enriquecimento em detrimento das necessidades coletivas das massas”. Divaldo cita Aristóteles quando diz que a política é o melhor meio de dignificar um povo. “A verdadeira política não é essa politicagem que vemos aí. É uma ciência de valores, de anciãos, de pessoas nobres, qualificadas, sem o mínimo interesse de remuneração pecuniária, com o grande interesse de bem servir, doando à pátria os seus valores mais elevados”, disse. E continua: “na política, nos deixamos intoxicar, hipnotizar por indivíduos muito hábeis”.
Divaldo Franco cita ainda Jung (o psiquiatra suíço Carl Gustav Jung- 1875-1961) dizendo que para poder atingir a plenitude, é necessário passar pelo lado mais profundo do sofrimento. É o que está acontecendo ao Brasil. “Neste momento, nós estamos vivendo o caos espiritual no movimento político partidário ou não partidário, mas como nós durante muito tempo fomos levianos, agora, nossa responsabilidade está surgindo nessa maneira de expressar a cólera e os nossos sentimentos vis porque somos conscientemente responsáveis pelo que está se sucedendo e não queremos assumir a responsabilidade”, afirma.
Divaldo Franco diz ainda que “não temos o hábito de respeitar as leis, que deveriam deixar interesses político-partidários em um plano secundário para que a obediência às leis esteja acima de qualquer indivíduo”. Ele encerra a resposta dizendo que “os espíritos nobres estão confiantes que o País sairá do caos com grandes arranhões, mas ele realizará a sua missão de coração do mundo e pátria do evangelho”.

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