Joãozinho do Bandolim

Publicado em 6/05/2017 00:05

O episódio bíblico diz que tudo tem um tempo próprio.
“Para tudo há uma ocasião certa; há um tempo certo para cada propósito de baixo do céu: tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de construir; tempo de chorar e tempo de rir; tempo de prantear e tempo de dançar; tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar e tempo de se conter; tempo de procurar e tempo de desistir; tempo de guardar e tempo de jogar fora; tempo de rasgar e tempo de costurar; tempo de calar e tempo de falar; tempo de amar e tempo de odiar; tempo de lutar e tempo para se viver em paz.”
Com certeza, o nosso companheiro, parceiro e amigo Joãozinho do Bandolim viveu com grande intensidade essa saga que Deus reservou para nós, seres humanos.
O nosso herói de hoje, Joãozinho do Bandolim, humilde, trabalhador, honesto, ótimo pai de família, avô de uma generosidade infinita e sobretudo um grande artista que vai fazer muita falta para a cultura da nossa Estância. Ele era referência regional da seresta, da roda de samba, dos grandes musicais, presença marcante nos clubes da Velha Guarda e do Coronariano. Foi destaque pelo encanto que provocava em todos os lugares onde passou. Como homem feliz praticou o bem enquanto viveu e, através de sua arte, alegrou muita gente ao seu redor.
Joãozinho era dono de um ouvido absoluto. Estudioso do método Paraguassu, era especialista em afinar violão, viola, cavaquinho e bandolim. Pelo menos, quando eu era acompanhado por ele, nunca me utilizei de outro artifício para afinar o meu violão vermelho. Assim, de Joãozinho do Cavaquinho, passou a ser conhecido como Joãozinho do Bandolim, quando adotou o método Célio, o mesmo utilizado no violino.
O nosso herói tinha orgulho de ter tocado com músicos sanfoneiros como Luizinho, Garcia, Jipão, Euclides, Waldemar Herrera e o saudoso Tonhão. Na música popular brasileira foi parceiro de Evandro do Bandolim, Osmar Novaes, Ditão Pintor, Amaury Whitaker, Baxiclides Basso, João da Guitarra, seu Dico do Violino, Pedro Evangelista, Jerônimo Xavier e outros músicos que já se foram e hoje estão todos reunidos lá no Céu. O coral dessa fabulosa orquestra celestial composta por Dona Davina, sua eterna namorada, e Bida se completa com os cantores João Grandão e César da Casa Branca, o Sérgio Reis de Santa Fé.

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