Laboratório

Publicado em 1/08/2020 00:08

Vacina contra Covid-19 poderá ser aplicada em novembro

Uma candidata à vacina contra o novo coronavírus teve bons resultados contra a mutação mais comum do vírus – e pode deixar o desenvolvimento de uma cura mais próximo.
De acordo com um novo estudo, o produto fabricado pela empresa de biotecnologia Moderna foi testado para a mutação D614G do vírus, presente em mais de 70% das infecções confirmadas no mundo. É também a cepa mais comum na Europa, chegando a 100% dos casos em alguns países.
Essa mutação também se reproduz mais nas vias respiratórias e, assim, é mais transmissível de pessoa para pessoa. Como esse vírus possui uma estrutura que se conecta mais facilmente às células, também está mais suscetível ao ataque de anticorpos, descobriu a pesquisa. A pesquisa diz que, por ser mais transmissível, essa variedade do vírus também é mais suscetível a anticorpos.
A vacina da Moderna foi testada em humanos, macacos e ratos. Depois de algumas semanas, amostras de sangue foram coletadas para avaliar a produção de anticorpos. Outros colaboradores são da Duke University, Harvard Medical School e Los Alamos National Laboratory.
Há cerca de uma semana, resultados da fase 1 de testes para a candidata a vacina da Moderna já haviam mostrado que a vacina é segura e gera uma resposta imune e produção de anticorpos em humanos, de acordo com resultados publicados na The New England Journal of Medicine.
A Moderna vai agora começar um teste com 30.000 pessoas começando no dia 27 de julho que vai dar a resposta final se a vacina funciona ou não. A Moderna foi a primeira farmacêutica a fazer testes em humanos e pode ser a primeira a lançar comercialmente seu produto.
Após quase oito meses de investigação, a ciência deu um salto importante na última semana. Três vacinas tiveram resultados positivos reportados sobre a eficácia no combate ao novo coronavírus. Elas vieram do Reino Unido, da China e dos Estados Unidos.
Os projetos de vacinas se mostraram seguros em humanos e também geraram resposta imunológica contra o novo coronavírus. O feito foi atingido pela Universidade de Oxford, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, pelo Instituto de Biotecnologia de Pequim e pela farmacêutica americana Pfizer em parceria com a empresa alemã de biotecnologia BioNTech.
A expectativa é de a vacina ficar pronta para uso público até o final deste ano, a partir de novembro, para que consiga atingir o sucesso para, então, iniciar-se o fim da pandemia que marcou o ano de 2020.
Referência: Revista Exame-Ciência

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