Máscara de Carnaval

Publicado em 17/02/2018 00:02

A máscara carnavalesca é um dos principais e mais tradicionais símbolos do Carnaval. O seu uso tem origem na cidade italiana de Veneza no século XVII.
Os nobres usavam máscaras enfeitadas para manter o anonimato e aproveitar o Carnaval junto com o povo.
Esta tradição foi para Portugal e depois chegou ao Brasil onde é mantida até os dias de hoje, principalmente no Carnaval de Salão.
Atualmente tem mascarado na folia de rua, de praça e avenidas. Até no “jogo das mulheres”, que tradicionalmente acontece na Terça-feira de Carnaval, tem máscara.
Usar máscara durante o festejo momesco sempre foi tradição.
O próprio Rei Momo, durante a festa e nos bastidores, faz uso dela.
Os sambistas, os foliões, os músicos, os integrantes dos blocos, os seguranças e o público são adeptos ao uso desse lúdico acessório.
E, por incrível que pareça, até a mídia adotou tal dispositivo.
Entre o toque dos metais da banda, dos pandeiros e tamborins, volta e meia uma máscara caía no chão da amargura. Mas era imediatamente recuperada com a música, Máscara negra, de Zé Keti – “Quanto riso, oh, quanta alegria! Mais de mil palhaços no salão…”
Nem o ritmo frenético do samba-enredo na praça da apoteose conseguiu tirar a máscara do povo e, muito menos na hora do “Vou beijar-te agora, não me leve a mal, hoje é carnaval…”
Os únicos que atuavam sem máscaras eram os ladrões, embalados na marchinha – “Doutor, eu não me engano, meu coração é corintiano!”
Um amigo nosso se sentiu um peixe fora d’água. Ele estava na folia com a fantasia do Fantasma da Ópera. Escamoso, ele ficou até o fim, mas não ouviu tocar a sua preferida, Ópera do Malandro, de Chico Buarque.
– Fio de Cabelo, ele disse, eu ‘ovo’ em casa!

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