Minha História de Amor

Publicado em 10/06/2017 00:06

O nosso herói de hoje nasceu em Pratânia, quando a atual cidade ainda era distrito de Botucatu.
Ele é o cantor Waldomiro de Oliveira, o Zé da Estrada, precursor da música sertaneja de raiz com o parceiro Joel Antunes Leme, o Pedro Bento.
Hoje, Zé da Estrada, aos 88 anos, está levando a sua alegria e cantando no céu.
A dupla Pedro Bento e Zé da Estrada, formada em 1954, lançou grandes sucessos, como Dama de Vermelho, Seresteiro da Lua, Mágoa de Boiadeiro e Luar do Sertão. No final dos anos 60, a dupla passou a cantar também músicas de inspiração mexicana, com o acompanhamento de trompetes e o vestuário característico dos “mariachis”.
Tal como a música Os três boiadeiros, Pedro Bento ficou sozinho a tocar a boiada.
Através da composição de Carreirinho e Armando Rosas, Minha História de Amor, sucesso da dupla, fazemos uma homenagem ao Dia dos Namorados.
Foi na festa da fazenda, do seu coroné João…
Que eu conheci minha Rita, formosa como um botão…
Seus olhos preto me olharam, senti meu corpo a tremê…
Não foi priciso mais nada, pra nois dois se cumpreendê…
Declamado:
Como eu era cantadô afamado do sertão…
Logo todos me pediram a saudade do Matão…
Neste eu mundo choro a dor…
Por uma paixão sem fim…
Declamado:
Num canto a Rita chorava, fui logo saber porque…
Não é por nada responde, é de orgulho de vancê…
Sempre gostei de ser livre, levando a vida acantar…
Mas ali mesmo com a Rita, eu combinei me casar…
Mas Deus não quis que assim fosse, não quis vê a nossa alegria…
Uma semana depois, a minha Rita morria…
Declamado:
E no seu leito morrendo, apertando minha mão…
Me pediu: cante baixinho…
A saudade do Matão…
Neste eu mundo choro a dor…
Por uma paixão sem fim…
Declamado:
Não pude mais continuar…
Embaçaram os olhos meus…
Olhei chorando pra Rita…
Ela já estava com Deus…
E hoje sempre que escuto, a saudade do Matão…
Parece que eu vejo a Rita, deitada no seu caixão…
Toda vestida de branco, como querendo dizer…
Não foi nada vou contente, orgulhosa de vancê…

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