O camisa 10 da Rússia

Publicado em 16/06/2018 00:06

Como a Rússia é sede da Copa do Mundo de Futebol, nada melhor que focalizar Fiódor Mikhailovich Dostoiévski, escritor russo do século XIX.
O nosso herói de hoje nasceu em Moscou em 1821 e faleceu em São Petersburgo aos 60 anos de idade. Ele é considerado um dos maiores romancistas de todos os tempos. É um dos pais do existencialismo, inserido na escola literária e filosófica, que defende a liberdade individual, subjetividade e responsabilidade do ser humano. Escreveu novelas, contos e romances que são lidos por pessoas do mundo todo, inclusive por alguns jogadores de futebol.
Dostoiévski foi um escritor que penetrou nos recônditos mais obscuros da alma russa. Ele é considerado um pesquisador da escrita e um psicólogo do coração humano, porque se compadecia do sofrimento dos seus personagens. O que eles sentiam ele já havia vivenciado na própria pele.
Os temas abordados em suas obras eram os comportamentos patológicos dos seres humanos; as grandes tragédias humanas como assassinatos, suicídios, loucura, crimes; situação social das camadas mais humildes da sociedade como pobreza, miséria, necessidades materiais; realidade e cotidiano da segunda metade do século XIX.
As suas principais obras são tão atuais que profetizaram seus personagens como Gente pobre (1846), menção ao povo brasileiro; O sonho do príncipe (1859) espelha o nosso presidente Temer; Humilhados e ofendidos (1861), sobre a saga dos caminhoneiros depois da greve; Memórias do subsolo (1864), história da ditadura militar; Crime e castigo (1866) descrição da vida pregressa de Lula; O jogador (1867), referência ao craque Neymar; O idiota (1869), codinome de Gilmar Mendes; Os Demônios (1872), da Garoa; Os adolescentes (1875), condição inerente à turma do STF; Os Irmãos Karamazov (1881), da JBS.
Dostoiévski, o nosso herói de hoje, disse que “o segredo da existência humana não está apenas em viver, mas ainda em encontrar um motivo para viver”.
E para a nossa reflexão final, manda um recado singular – “Não consegui chegar a nada, nem mesmo tornar-me mau, nem bom, nem canalha, nem honrado, nem herói, nem inseto. Agora, vou vivendo os meus dias em meu canto, incitando-me a mim mesmo com o consolo raivoso – que para nada serve – de que um homem inteligente não pode, a sério, tornar-se algo, e de que somente os imbecis o conseguem…”

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