O papel da imprensa na sociedade

Publicado em 26/05/2018 00:05

Perdemos nesta semana, Alberto Dines, 86 anos, professor universitário, biógrafo, escritor e sobre tudo, um dos maiores jornalistas do Brasil. O nosso herói de hoje era um jornalista comprometido com a notícia e a ética. Ele teve carreira brilhante e passou por grandes veículos de comunicação como a Revista Manchete, o jornal Última Hora, Folha de São Paulo, Jornal do Brasil, O Pasquim, entre muitos outros.
Alberto Dines discutia há décadas o papel da imprensa no desenvolvimento do país – em jornais, livros, na internet e em seu programa. O seu livro, “O papel do jornal e a profissão de jornalista”, apresenta temas como transparência, consciência profissional, interesse público. Nesta obra, Dines retoma um assunto que ressaltou em 1985 – a necessidade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão.
Que estória mais maluca é esta, de hoje em dia, de que “aos jornalistas cabe o papel de ser oposição ao governo e à própria oposição”.
Aos jornalistas cabe o papel de se ater aos fatos.
Jornalista, no geral, não tem formação para opinar a sério sobre absolutamente nada, desde esportes até ciência e tecnologia. Exceto alguns jornalistas especializados que tem origem, formação e experiência em esportes, ciência e tecnologia.
Penso que o jornalista, em sentido estrito, tem um papel fundamental na sociedade que é trazer ao público o que está acontecendo em toda parte. Só relatar a informação exatamente como o fato aconteceu já é uma tarefa extremamente complexa e nobre.
Quando um fato supostamente favorável à sociedade aconteceu, é preciso dar o mesmo destaque que um fato supostamente desfavorável. Quem julga que o fato é de fato favorável ou desfavorável é o distinto público.
Jornalista não pode ficar torcendo para que o governo de ocasião permaneça no poder ou o julgamento de supostos criminosos oriundos do governo favoreçam a oposição. O profissional da notícia não está entendendo que o distinto público já percebeu que esta torcida para um lado ou para o outro só desmoraliza o jornalista e a imprensa como instituição.
O distinto público está indignado com a imprensa, em especial a imprensa brasileira. Se o jornalista ou um determinado órgão de imprensa quer fazer oposição ao governo ou à oposição, que tenha a honestidade de informar ao distinto público sobre suas preferências.
Garanto que o distinto público será grato por isto.

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