Pacto político

Publicado em 1/06/2019 00:06

Vivemos um momento político de grande significação.
O governo propõe à nação um pacto político que pretende unir os vários segmentos da sociedade numa frente ampla de combate à crise econômica.
Isso nos leva a pensar porque as classes sociais por natureza divergentes, em seu comportamento político e ideológico, aliam-se em pactos políticos em determinados períodos históricos.
Analisando a evolução política do Brasil, dos anos cinquenta à atualidade e ao rever os pactos do passado, do populismo à redemocratização, podemos dizer que o final desse conto de fadas “viveram felizes para sempre” é uma quimera.
Em uma das fábulas de Esopo, o autor imagina que quem confia seu destino a outros é porque não deseja algum para si…
A estória conta que o Asno e a Raposa fizeram um acordo, onde um protegeria o outro dos perigos desta vida.
Com pacto firmado e concretizado entraram na floresta em busca de alimento. Não foram muito longe e logo encontraram em seu caminho o Leão.
A Raposa, vendo o perigo iminente, aproximou-se do Rei da Selva e lhe propôs um acordo.
Combinou que o ajudaria a capturar o Asno, desde que sua majestade lhe desse a sua palavra de honra de que jamais a molestaria.
Diante da promessa do Leão, a Raposa atrai o Asno a uma gruta, e argumentando que ali estaria em segurança, o convence a entrar.
O Leão, ao ver que já tinha assegurado o Asno, uma vez que a presa estava encurralada na gruta, deu um golpe e agarrou a Raposa.
Mais tarde, quando a fome lhe apertou, tranquilamente saboreou nababescamente do equino.
Moral da História: “Nunca confie em adversários que se passam por companheiros ou companheiros que se passam por adversários…”

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