Sobre envelhecer e permanecer jovem

Publicado em 31/03/2018 00:03

Você sabia que a única época da nossa vida em que gostamos de ficar velhos é quando somos crianças? Se você tem menos de 10 anos, você está tão excitado sobre envelhecer que pensa em frações para envelhecer… Alguém pergunta: “- Quantos anos você tem?” Aí você responde: “- Tenho quatro e meio!”, ou seja, você nunca terá, por exemplo, trinta e seis e meio.
Você tem quatro e meio, indo para cinco! Este é o lance! Quando você chega à adolescência, ninguém mais o segura. Você pula para um número próximo, ou mesmo alguns à frente. E quando alguém pergunta: “- Qual é sua idade?”, você responde: “- Eu vou fazer 16!” Você pode ter 13, mas ainda vai, num futuro “bem próximo”, fazer 16!
Tá ligado né? E aí chega o maior dia da sua vida! Você completa 21anos! Até as palavras soam como uma cerimônia: “Você está fazendo 21. Uhuuuuuuu!!! “Mas então você “se torna” 30. Ooooh! Que aconteceu agora? Isso faz você soar como leite estragado. Ficou azedo e não tem mais graça agora. O que está errado? O que mudou? É por que você completa 21, depois você se torna 30 e aí você está empurrando 40. Antes que se dê conta, você chega aos 50 e seus sonhos se foram. Mas, espere! Você alcança os 60. Você nem achava que poderia alcançar tal façanha. E passa a ter um currículo invejável – você completa 21, você se torna 30, empurra os 40, chega aos 50 e alcança os 60. Mas você pegou tanto embalo que bate nos 70! Depois disso, a coisa é na base do dia-a-dia mesmo!
Quando você entra nos seus 80, cada dia é um ciclo completo.Você acorda cedo, dorme depois do almoço, toma um lanche, esquece o jantar e vai dormir com as galinhas. Ao entrar nos 90, você começa a dar marcha ré: “Eu tinha exatos 92”. Aí acontece uma coisa estranha. Se você passa dos 100, você se torna criança novamente e outra vez vem a fração: “Eu tenho 100 e meio!” E com esta idade as dicas para você voltar ser jovem são: livre-se de todos os números não essenciais como idade, peso e altura.
Deixe o médico se preocupar com eles; mantenha apenas os amigos alegres. Pois os ranzinzas e os que só reclamam da vida, só deprimem; continue aprendendo outra língua, fazendo computação, praticando o voluntariado, jogando bocha, futebol… Faça palavras cruzadas, leia muito, jogue bingo, baralho, nunca deixe o cérebro inativo; portanto, trabalhe, viaje, dance, estude; aprecie as coisas simples da vida, compartilhe de um bom papo, ria sempre, alto e em bom som, até chorar ou perder o fôlego; cerque-se daquilo que ama, seja família, amigos, música, esporte; seu lar é seu refúgio; cuide da sua saúde; beba com moderação, mostre estar vivo enquanto estiver realmente vivo, senão a “Maria te pega!”

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