Soroterapia na Covid-1

Publicado em 22/08/2020 00:08

Na busca por formas eficazes de tratamento contra o novo coronavírus (SARS-CoV-2), pesquisadores brasileiros descobriram a eficácia de um soro com anticorpos contra a Covid-19, desenvolvido a partir do sangue de cavalos expostos à parte do vírus. A ideia é que esse soro, feito com o plasma dos equinos, seja usado como uma forma de imunização passiva contra a doença através de uma técnica semelhante utilizada para neutralizar o veneno de cobras e escorpiões. Resultado aponta que o soro tem anticorpos até 50 vezes mais potentes contra o vírus SARS-CoV-2 em relação ao plasma de pessoas que tiveram a Covid-19.
Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto Vital Brazil (RJ) desenvolveram um soro contra a Covid-19. A pesquisa, financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal (Capes), traz resultados promissores para o tratamento da doença. O trabalho, coordenado por Jerson Lima Silva, pesquisador da UFRJ e presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), aponta que o soro produzido a partir do plasma de cavalos tem anticorpos até 50 vezes mais potentes que os humanos contra o vírus SARS-CoV-2.
Segundo a pesquisa, depois de 70 dias, os plasmas de quatro dos cinco cavalos do Instituto Vital Brazil que foram inoculados em maio de 2020 com a ‘proteína S recombinante’ do coronavírus, produzida no laboratório do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia – Coppe/UFRJ, apresentaram anticorpos neutralizantes de 20 a 50 vezes mais potentes contra o vírus SARS-CoV-2 do que os plasmas de pessoas que tiveram Covid-19.
Benedito Aguiar, presidente da Coordenação, está otimista com a descoberta, parabeniza os pesquisadores envolvidos e reforça que a Capes trabalha em prol do desenvolvimento da pesquisa brasileira incentivando os programas de pós-graduação: “Estamos comprometidos em ampliar o potencial de nossas universidades a fim de trazer soluções às demandas da sociedade”. Os resultados positivos levaram ao pedido de registro de patente. Em sessão científica realizada dia 13 de agosto, na Academia Nacional de Medicina, Jerson Lima Silva anunciou o depósito da patente e a submissão de uma publicação relativa ao processo de produção do soro anti-Covid-19 agradecendo o apoio da Capes, através do INCT de Biologia Estrutural e Bioimagem, assim como das outras agências, que foi essencial para que alcançasse esse resultado que está sendo divulgado hoje com os soros de cavalos contra COVID-19. (Brasília-CCS/Capes).

Última Edição