Teoria da conspiração

Publicado em 22/09/2018 00:09

Meu querido leitor, um dia, você foi alvo de uma trama diabólica, onde os seus algozes construíram um plano para prejudicá-lo, maquinando secretamente com outras pessoas? Neste caso o fato foi real ou ficou na teoria da conspiração?
Geralmente, os ‘conspirólogos’ não acreditam em coincidências e não se deixam levar pelo acaso. Muito pelo contrário, eles pensam que há sempre razões concretas para as coisas acontecerem da forma como são. Sejam por intermédio de organizações secretas, mitos populares, lendas urbanas, fábulas místicas ou superstições criativas. As conspirações se envolvem em profissão, política, economia, ciência, religião e sociedade.
Naturalmente, o interesse humano pelo conhecimento passa também por teorias da conspiração que, em várias circunstâncias, servem como gatilhos para matar a nossa curiosidade, porque somos pessoas, grupos de uma comunidade considerados comuns e normais com ideias e métodos aceitos pela maioria.
Certa vez, a romancista britânica Agatha Christie disse que: ‘A explicação mais simples é sempre a mais provável’. Nem sempre. Quando algo chocante ou catastrófico acontece em nossas vidas, explicações simples podem não ser suficientemente satisfatórias, e então preferimos criar nossas próprias versões dos fatos: as teorias da conspiração.
Para conspiradores de plantão, uma teoria da conspiração não é só uma questão de opinião, e sim uma questão de fato. As conspirações possuem forte apelo popular, razão pela qual a muitas delas servem de tema central para a produção de filmes, documentários, musicais, peças teatrais, enfim, produtos artísticos voltados a vender cultura, conhecimento e entretenimento para as pessoas.
Autores e teóricos da conspiração são comumente vistos como produtores de ideias associadas à loucura e paranoia. Alguns ainda sugerem que o ato de conspirar seja uma doença.
Não há absolutamente nada de errado em ter uma mente repleta de ceticismo inquiridor como políticos, banqueiros ou jornalistas, por exemplo. Eles mentem para nós o tempo todo, por seu próprio ofício, e sabem que sacrificar a verdade muitas vezes é necessário para poderem apresentar seus pontos de vista sob o ângulo apropriado. Certo grau de cinismo perspicaz e inteligente também é saudável. No entanto, algumas das maiores descobertas da humanidade foram inicialmente recebidas com ironia, sarcasmo, descrença ou então foram consideradas blasfemas e socialmente heréticas.

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