Vacinas contra a Covid-19: crianças deveriam ou não ser imunizadas?

Publicado em 18/09/2021 00:09

A vacinação de crianças é rotineira e amplamente aceita. Sarampo, poliomielite, difteria, caxumba, vários tipos de meningite, coqueluche… são algumas das doenças contra as quais os pequenos são imunizados — às vezes, com apenas algumas semanas de vida.
Devemos então vacinar as crianças contra Covid-19?
Alguns países começaram a fazer isso. Os Estados Unidos já vacinaram até o fim de maio mais de 2,5 milhões de menores com idades entre 12 e 15 anos.
As autoridades americanas esperam ter dados suficientes sobre a segurança das vacinas para começar a imunizar crianças ainda menores no próximo ano.
O Reino Unido está avançando na vacinação de adultos — todos devem ter recebido a primeira dose até o fim de julho —, mas ainda não tomou uma decisão em relação às crianças.
Também existe a questão moral e ética de se as doses destinadas a crianças salvariam mais vidas se aplicadas em profissionais de saúde e adultos vulneráveis em outros países.
Risco muito baixo para crianças
Um dos argumentos para não vacinar crianças contra a Covid-19 é que elas se beneficiam, na verdade, relativamente pouco com isso. Com outras vacinas aplicadas em crianças não há tanta controvérsia
“Felizmente, uma das poucas coisas boas desta pandemia é que as crianças raramente são seriamente afetadas por esta infecção”, diz o professor Adam Finn, membro do Comitê Conjunto de Vacinação e Imunização do Reino Unido.
As infecções em crianças são quase sempre leves ou assintomáticas, o que contrasta nitidamente com outras faixas etárias mais elevadas priorizadas nas campanhas de vacinação.
Um estudo conduzido em sete países, publicado pela revista científica The Lancet, estima que menos de duas em cada um milhão de crianças morreram de covid durante a pandemia.
A vacina só foi indicada para aquelas com um “risco muito alto de exposição e de prognósticos graves”, como crianças mais velhas com deficiências sérias que vivem em centros de acolhimento.
As vacinas ainda estão sendo utilizadas de maneira experimental e por esta razão os seus riscos e benefícios devem ser cuidadosamente avaliados.

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