Votação pra inglês ver

Publicado em 5/08/2017 00:08

A votação da denúncia contra Temer na Câmara teve ares de carta marcada. A maioria dos deputados decidiu contra, nesta quarta, da acusação por corrupção passiva do presidente Temer relatada pelo deputado Abi-Ackel. Foi uma votação “sui-generis” em se tratando de parlamentares se alternando ao microfone para dizer “sim”, pelo arquivamento, ou “não” pelo prosseguimento da acusação. Teve deputado, como o mineiro Rodrigo Pacheco, que foi ao microfone para declarar sua “abstenção” argumentando que quer manter a imparcialidade. Este é o verdadeiro político “café com leite”. Houve quem votou não ao relatório e a favor que a investigação prossiga, tipo do político “nem sim, nem não”, como por exemplo o deputado Afonso Hamm. Apareceu até um político “salvador da pátria” que votou “sim” na ânsia de “recuperar uma cidade quebrada depois do PT”. Voto de político “filho de peixe, peixinho é” cravou “não”. Assim como o filho Eduardo, o pai Jair Bolsonaro descreveu ao votar o tipo ideal de presidente – “Para ser uma grande nação, o Brasil precisa de um presidente honesto, cristão e patriota” – é op famoso voto “propaganda eleitoral”. Os partidos dos deputados Tiririca e Sérgio Reis haviam recomendado o voto “sim” para ambos, mas na hora a dupla deu uma de político “artista”. Ainda ressentido de ter sido substituído da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o deputado Major Olímpio berrou a plenos pulmões “vergonha Temer”, registrando seu voto contra o relatório e a favor da denúncia contra o presidente Michel Temer. Por ironia, Major Olímpio que declarou o seu “voto mágoa de caboclo” é do mesmo partido que o “deputado da tatuagem”, Wladimir Costa. O voto “tal mãe, tal filho” foi do deputado Irajá Abreu (PSD-TO), filho da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO), seguiu a posição de rebelde da mãe. Apesar do PSD ter orientado voto “sim”, contra a denúncia, Irajá foi ao microfone para dizer que todos são iguais perante à lei e votou “não”. O voto do político “humorista” contemplou o deputado Roberto Balestra que decidiu fazer uma piada ruim sobre a sua cidade natal, Inhumas (GO). “Senhor presidente, eu sou de Inhumas. Então, por inhumas, por outras, pelo meu estado de Goiás e pelo Brasil, eu voto sim”, confirmando a sua posição contra a denúncia que atinge o presidente Michel Temer. Em um dos momentos mais aguardados da sessão, Wladimir Costa, o “deputado da tatuagem”, votou a favor do governo Temer. Costa disse a base do governo “vai colocar a oposição para chorar”. Ele foi sucedido por outro notório defensor de Temer: com consulta médica, Paulo Maluf pediu para passar na frente dos colegas e votou contra a denúncia “pelo progresso”. O nosso representante Fausto Pinato foi a favor da permanência do presidente Temer e deu o voto “em favor do Brasil”. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia com interesse para concluir o quanto antes a sessão faz previsão sobre fim da votação: “Quero ver o Botafogo”. A verdade é que ele viu foi o Palmeiras…

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