Zé Potoca

Publicado em 11/08/2018 00:08

O nosso herói de hoje é José Pereira Garcia. Nascido em Vila Oriente, distrito de Aparecida do Taboado-MS, aos 3 de agosto de 1958, é o segundo filho, dos 14 que os pais, Miguel Antônio Pereira, agricultor, já falecido e D. Geni Garcia, do lar, hoje com 81 anos, tiveram. Na escola da fazenda do seu Zico fez o primeiro grau e em Três Lagoas, estudou até o segundo grau completo. O menino começou a trabalhar na roça aos 8 anos. Aos 14 já era um lavrador formado. Por ser muito esforçado, Badim, saudoso fazendeiro de Aparecida, convidou-o para trabalhar na sua plantação de amora para criação do bicho-da-seda. Eram 40 peões para tocar 40 alqueires de roça e o nosso herói Zé Garcia, no meio do Zé Magro, Zé Branco, Zé Dentinho, Zé Miúdo e Zé Calango, passou a ser chamado de Zé Potoca, nome de um neguinho que havia deixado a lavoura. O apelido pegou porque o pequeno peão ficou muito bravo. Mas a vida continuou e Zé Potoca foi trabalhar de cobrador de ônibus da São Luiz. Mais tarde foi tentar a vida em Rondônia nas cidades de Vilhena e Colorado do Oeste. Em 1973 foi para Campinas e lá trabalhou por 12 anos na Luminosos Campinas. Em 1986 montou a sua própria empresa, a Luminosos Garcia onde foi empresário por 18 anos. Em 2004 voltou para sua terra natal e tentou a vida pública. Foi candidato a prefeito de Taboado enfrentado políticos influentes como Margarida do PT, Dr. Vilson e Djalma. Os três foram derrotados pelo Djalma. Na eleição de 2008 foi o general de campanha do professor André Alves Ferreira, Andrezinho, que acabou eleito prefeito, mas foi Zé Potoca que o povo carregou até o palanque da vitória. Há 7 anos o nosso herói vive aqui em Santa Fé do Sul com sua esposa Mariza, as filhas Bruna e Laura, além de dois netos. Aprendeu a jogar sinuca no Bar da Rodoviária de Taboado e depois ficou cobra na modalidade jogando no Bar do Trevo de sua propriedade. Aos 11 anos já disputava torneios de bilhar, mas vivia se escondendo do seu Benjamin, juiz de menor do município que uma vez o pegou pela orelha e levou à delegacia. Agora aos 60, 87 títulos de campeão, Zé Potoca é considerado o maior campeão de sinuca do Brasil. Sua maior façanha foi ser campeão em Barretos disputando a final com o maior jogador de sinuca da atualidade: Baianinho de Mauá. Uma merecida homenagem ao grande jogador, justamente no dia do seu aniversário, aconteceu no 1º Torneio Nacional de Sinuca, realizado no Clube Nipo local. Segundo Zé Potoca, este foi o seu maior troféu e agradece o pessoal do Nipo e a excepcional equipe, “TheWinners”, composta por Vander, Elena Rosa, Patrícia, Yoko e Charles. Com mais de 100 inscrições e a presença de jogadores de 18 estados, os craques da sinuca do Brasil foram representados por Lúcio, de Campo Grande-MS; Wilque, de Parauapebas-PA; Baianinho de Mauá, Paulo Afonso-BA; Piranha, de São José do Rio Preto-SP que foram os campeões da competição, os destaques ficaram com Ricardinho e Juninho da cidade de Fernandópolis, além da luxuosa apresentação de Garrincha, de Jundiaí-SP; Xido, de Campo Grande-MS; Mato Grosso, de Uberaba-MG; Ramon, de Bela Vista-MS; Anselmo Ale, de Santa Fé do Sul-SP e a figura carismática de Rui Chapéu, o Rei da Sinuca, simpático baiano de Potiraguá que com sua ilustre presença colocou a Estância Turística de Santa Fé do Sul no cenário brasileiro da sinuca.

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