A ADVOCACIA E O SER HUMANO

Publicado em 14/08/2021 00:08

Este mês é do advogado e, por consequência, de todo o ser humano.
Não só a advocacia, mas toda profissão deve ser considerada numa perspectiva de serviço. Isto porque a solidariedade nas profissões confere um caráter eminentemente social ao seu exercício.
A dependência de outros seres humanos da nossa profissão e as complexidades técnicas nos faz assumir responsabilidade para com o cliente, mas também com a sociedade.
A advocacia de ontem, de carga emocional e romântica, hoje vislumbra infelizmente mais a técnica, porém não se afasta da tarefa social.
Qualquer profissional – principalmente o advogado – deve estar a serviço da busca de realização de seus semelhantes, para melhorar o desenvolvimento da sociedade. O individualismo nesse sentido está “fora de moda”, como dizem os jovens.
O advogado – vinculado à sociedade – crê, sobretudo, no ser humano.
Quando o padre, o pastor, o amigo abandona aquela pessoa que aí só terá a companhia de um ser humano nessa Terra: o advogado e, principalmente, o criminalista.
No solilóquio da prisão, no lusco-fusco da penitenciária o advogado dará seus ouvidos às palavras daquele que, na maioria das vezes, tem muito a dizer…
Não se pode ser advogado criminalista e não “gostar de ir à cadeia”. Não se pode ser advogado criminalista e não acreditar no ser humano. Não se pode ser advogado criminalista e ‘namorar’ com a acusação. Advocacia é altivez, é defesa e respeito à dignidade do ser humano (seja ele quem for e em quaisquer circunstâncias).
Em conclusão, penso também que esses princípios se aplicam a qualquer profissional da área jurídica, porque nossa ‘matéria-prima’ é o ser humano, alfa e ômega de todas as ciências sociais. Caso contrário, haverá rompimento com a ética.

Última Edição