A ARMA EM NOSSAS MÃOS

Publicado em 13/10/2018 00:10

A democracia está em jogo. Muitos utilizam exatamente dela para pregarem a violência contra as minorias.
A política atual é marcada pela ideia daqueles que, não conseguindo dominar os seus problemas, procuram resolver as questões sociais e econômicas com ‘mitos’ comportamentais, intransigentes e rígidos.
‘Gente que odeia política’ exatamente sendo ‘candidato dentro do jogo político’. ‘Gente dizendo que político não presta’ e lutando para ‘se tornar um deles’ ou ‘apoiando’ algum ‘mito’.
A farsa tem perna curta. Essa situação é efêmera, passageira como um asteroide, mas que deixa rastro de destruição no terreno político.
A classe média sempre se escorou em ‘mitos’, pois não foi nem a ‘classe rica’, nem o ‘operariado’ quem criou Hitler.
Foi a classe média, aqui no Brasil, quem deu o apoio aos militares de 64.
Fernando Collor era o caçador de ‘marajá’, jovem, ‘forte’. No primeiro momento sequestrou o dinheiro do povo brasileiro. Hoje não se acha um eleitor dele!
A democracia em jogo perde quando no jogo se perde a democracia, sufocando a convivência entre os contrários, saindo vencedor o autoritarismo.
Os governos autoritários procuram convencer os seus povos de que é preciso confiar neles, que eles têm sempre razão, ‘tem os colaboradores mais inteligentes e virtuosos’, até o dia que entre eles há um dissenso, uma tensão, uma ‘fritura’, demonstrando que eram canalhas.
A política é feita de saltos e sobressaltos, de desenvolvimento e retrocesso. A política pode progredir ou regredir.
A opção hoje está em nossas mãos, no voto.
A democracia vale quando o ‘voto em nossas mãos é nossa arma’ e não porque a ‘arma está em nossas mãos’. O tiro é sempre perigoso; no escuro, nem se fala.

Última Edição